5 de Outubro de 2016 / às 12:12 / um ano atrás

BRF vê mais investimentos na Ásia à frente e mantém foco em Sudeste Asiático e China

SÃO PAULO (Reuters) - A gigante de alimentos BRF mantém o foco de crescimento na Ásia voltado para o Sudeste Asiático e China, com a forma do investimento dependendo de estratégias e oportunidades, disse o chefe da companhia para o continente.

“Pode-se esperar mais investimento. Se vai vir em uma forma de fusão e aquisição ou joint venture, ou de forma de greenfield (novas plantas) ou brownfield (capacidade existente), é caso a caso, mas (mais) investimento, com certeza”, disse Simon Cheng à Reuters.

Na terça-feira, a BRF concluiu o acordo de cooperação com uma unidade do conglomerado malaio PPB Group Berhad, no qual vai investir 16 milhões de dólares em uma processadora de alimentos da Malásia, anunciado no começo de setembro.

O movimento faz parte da estratégia da companhia de expandir sua presença no Sudeste Asiático, além do contínuo comprometimento com os mercados muçulmanos.

De acordo com chefe da BRF para a Ásia, uma confluência de fatores justificou o aporte na Malásia, que incluem o potencial mercado doméstico e a inserção no contexto asiático, além de ser uma referência no mercado de alimentos halal (produzidos de acordo com os preceitos do Islã).

“É um mercado destino, mas também uma base super importante no xadrez internacional”, afirmou.

Dada a vasta dimensão do continente asiático, o executivo afirma que as próximas ações na região devem englobar desde movimentos “parrudos” verticalmente integrados, como plataformas produtivas e, portanto investimentos (capex) ou aquisições de grande porte, mas também operações com potencial de ficarem maiores orgânica ou inorganicamente.

“Onde enxergarmos uma estratégia de combinar acesso a mercado das nossas plataformas exportadoras, mais agregação de valor local e distribuição e marca, a tendência é fazer M&As progressivos, como a gente fez no Oriente Médio”, afirmou Cheng.

Ele acrescentou que é uma tendência natural a companhia buscar assumir as rédeas nessas operações, mas ponderou que vai depender de mercado a mercado.

Questionado sobre a entrada na Índia, um país de 1,3 bilhão de habitantes, ele disse que é um mercado que interessa à empresa, mas que a BRF ainda está prospectando, investindo em aprender, sem clareza sobre o que acontecerá no curto prazo.

“Não me sinto confiante de falar se é 1 mês, 1 ano ou 10 anos ainda. Eu sei que é importante a gente estar lá”, disse, acrescentando que há um time dedicado a esses estudos, sem definições sobre um horizonte de tempo.

Por Paula Arend Laier

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