Incorporadoras brasileiras recuperam confiança para lançamentos em 2017, diz VivaReal

quinta-feira, 6 de outubro de 2016 19:12 BRT
 

Por Ana Mano

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado imobiliário brasileiro pode viver o início de uma retomada no ano que vem à medida que as empresas do setor vão confiança, disse Lucas Vargas, presidente-executivo do portal de imóveis VivaReal.

Segundo pesquisa mensal sobre as condições do mercado imobiliário, a empresa avalia que os altos custos de empréstimos e o desemprego estavam desencorajando compradores de imóveis e tornando os alugueis uma opção mais atrativa para muitos brasileiros.

Os alugueis no Brasil estão entre os mais baixos do mundo, com média de 6 por cento do valor de um imóvel em um ano, comparado com 7 ou 8 por cento nos Estados Unidos e Europa, disse Vargas.

No terceiro trimestre, os valores de alugueis caíram 5,6 por cento ante o ano anterior, o menor nível desde que a Viva Real começou seus registros em junho de 2013.

"Temos visto uma certa confiança por parte das incorporadoras, mais acentuada que a dos próprios consumidores", disse Vargas. "Poderíamos falar em um início do ciclo de vendas em um ano."

Incorporadoras como Cyrela Brazil Realty disseram em agosto que o cancelamento das vendas, em uma alta história de 25 por cento, deveria cair apenas no médio prazo.

Os financiamentos imobiliários totalizaram 3,8 bilhões de reais em julho, uma queda de 60 por cento ante abril de 2015, período que antecedeu alterações nas regras de empréstimos da Caixa Econômica Federal, disse a VivaReal.

A demanda por apartamentos entre 50 e 100 metros quadrados permanece mais alta que o estoque disponível, um nicho que as incorporadoras podem explorar quando as taxas de juros caírem, de acordo com pesquisa da VivaReal, que analisa 5 milhões de anúncios em sua plataforma, em 30 cidades.

Em um sinal positivo para o mercado imobiliário, o índice FipeZap mostrou nesta semana que o preço médio do metro quadrado de imóveis residenciais à venda em 20 cidades brasileiras subiu 0,12 por cento em setembro ante agosto, maior alta em 14 meses.