7 de Outubro de 2016 / às 21:37 / um ano atrás

Odebrecht vende complexo eólico de 180MW para Grupo NC, da farmacêutica EMS

SÃO PAULO (Reuters) - O braço de investimentos em energia da construtora Odebrecht fechou a venda de um complexo formado por quatro usinas de energia eólica no Rio Grande do Sul para o Grupo NC, controlador da farmacêutica EMS, informaram as empresas em comunicado nesta sexta-feira.

A transação ocorre em meio a um momento agitado para fusões e aquisições no setor elétrico, com diversas empresas tentando vender ativos, principalmente elétricas em dificuldades financeiras e empreiteiras envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato, que apura um enorme escândalo de corrupção entre empresas estatais, privadas e partidos políticos no Brasil.

Os parques negociados pela Odebrecht formam o Complexo Eólico Corredor de Sernandes, já em operação no município gaúcho de Rio Grande, com 108 megawatts em capacidade instalada. O valor da transação não foi revelado.

A Odebrecht disse em nota que as usinas demandaram cerca de 400 milhões de reais em investimentos e que a transação faz parte de um programa de alienação de ativos para redução das dívidas e reforço de caixa do grupo.

“A venda desses ativos eólicos ocorre após a construção e implantação... possibilitando capturar os ganhos de um ativo já em fase 100 por cento operacional”, complemetou a empresa.

A aquisição ainda está sujeita à aprovação dos órgãos competentes.

O complexo eólico tem toda a produção já comercializada em contratos de longo prazo com duração até 2034.

Segundo o Grupo NC, a transação deverá contribuir para sua estratégia de diversificação de negócios.

“Esses ativos fazem parte da estratégia de crescimento do Grupo NC, que está sempre atento às boas oportunidades de negócio”, afirmou em nota o presidente do Conselho de Administração da empresa, Carlos Sanchez.

Além da atuação no setor farmacêutico por meio da EMS, o Grupo NC possui investimentos em mídia, como controlador do Grupo RBS em Santa Catarina, e nos setores imobiliário e de private equity.

Já a Odebrecht disse que, após a venda do complexo eólico, continuará com uma carteira de ativos em energia com 13 projetos eólicos greenfields, em um total de 330 megawatts em capacidade a ser instalada, além de participação acionária de 28,6 por cento na hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia.

A Santo Antônio Energia, que reúne os acionistas da usina, já disse que alguns dos investidores têm buscado vender sua participação no empreendimento.

Por Luciano Costa

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