Produtores de aves do Nordeste recebem com frieza abertura para importar milho dos EUA

terça-feira, 11 de outubro de 2016 17:10 BRT
 

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - Produtores de aves do Nordeste, potenciais compradores de milho dos Estados Unidos após um recente afrouxamento de restrições para a entrada do grão norte-americano, não planejam nenhuma aquisição no curto prazo e avaliam condições de mercado para compras externas do insumo.

Após meses de oferta apertada e altos custos com o insumo da ração, muitos avicultores do Nordeste voltaram-se para as compras de milho argentino, uma vez que o produto norte-americano estava inacessível por restrições de biossegurança.

Na semana passada, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou o uso de três variedades de milho transgênico dos EUA no Brasil, o que poderia destravar uma série de negócios de importação.

Mas produtores do Nordeste, em tese os mais beneficiados pela proximidade com os portos norte-americanos, que torna o frete marítimo mais barato, disseram à Reuters que a medida não deve ter impacto imediato.

"Nós já tínhamos fechado vários navios de milho da Argentina antes de sair essa liberação", disse o vice-presidente da Associação Cearense de Avicultura, Marden Vasconcelos.

Segundo ele, granjas do Ceará contrataram a importação de seis navios de milho da Argentina. Duas embarcações já descarregaram, uma atraca esta semana e outras três estão agendadas para novembro, dezembro e janeiro.

O executivo revelou que outros dois navios podem ser contratados para fevereiro e março, o que garantiria o abastecimento local antes da entrada da nova safra de milho do Brasil.

"As tradings que fornecem para nós têm também opções de trazer dos EUA. Com certeza iremos estudar as condições de preços, mas concretamente ainda não temos nada."   Continuação...