SunEdison quer mais tempo para iniciar obras de usinas solares no Brasil

quinta-feira, 13 de outubro de 2016 17:41 BRT
 

Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana SunEdison pediu a autoridades um prazo extra para iniciar as obras de duas usinas solares no Brasil que venderam antecipadamente a produção em um leilão realizado pelo governo em agosto do ano passado, segundo documento obtido pela Reuters.

O pleito da companhia, que em abril entrou com pedido de proteção judicial contra credores nos EUA em meio a dificuldades financeiras, soma-se a pedidos de outras empresas por um prazo extra para a implementação dos projetos, devido à escassez de equipamentos produzidos no país.[nL1N19N1R3 ]

No caso dos empreendimentos que venderam energia no leilão de 2015, a SunEdison pediu prazo adicional de três meses para iniciar a construção.

A companhia norte-americana também integra um grupo de empresas que pediu mais dois anos para a implementação de usinas que venceram uma licitação anterior, de 2014 --essa solicitação ainda está em negociação entre as companhias, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia.

Agora, a SunEdison quer postergar etapas do cronograma de mais duas usinas na Bahia, mas diz que pretende manter a data de conclusão dos projetos para julho de 2017. As plantas somam cerca de 60 megawatts em capacidade.

A companhia pretende iniciar as obras civis em janeiro de 2017 e montar os painéis fotovoltaicos em abril, ante um cronograma original que previa essas atividades em outubro deste ano e janeiro de 2017, respectivamente.

Em documento visto pela Reuters, a norte-americana alega que "atualmente não há oferta de módulos que atendam a regra de nacionalização do Banco Nacional e Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)".

Quando da realização dos leilões de energia solar em 2014 e 2015, o governo havia prometido financiamentos atrativos do BNDES aos empreendedores que utilizassem módulos solares fabricados no Brasil, com o objetivo de atrair fornecedores para o país.   Continuação...