Vale inicia operação de novo berço de navios em Ponta da Madeira em novembro

terça-feira, 18 de outubro de 2016 17:59 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora brasileira Vale realizou novos testes no Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (TMPM), em São Luís (MA), e afirmou nesta terça-feira que parte da ampliação da capacidade do porto, que está sendo feita para atender o maior projeto de minério de sua história, o S11D, poderá entrar em operação a partir de novembro deste ano.

O teste ocorreu no Píer IV, que está sendo construído para ampliar a capacidade de embarque do TMPM de 150 milhões para 230 milhões de toneladas. O novo píer irá receber o minério de ferro que virá da mina do S11D, em Canaã dos Carajás (PA).

"A expectativa é que após a finalização dos testes operacionais, prevista para novembro, o berço norte do Píer IV esteja apto para iniciar a operação", afirmou a Vale na nota.

O Píer IV é formado por dois berços: norte e sul. Segundo a Vale, com o início da operação do berço norte, o novo píer poderá carregar dois navios da classe Valemax simultaneamente, um em cada berço. Considerados a maior classe de mineraleiros do mundo, os Valemax têm capacidade para transportar 400 mil toneladas.

Nessa etapa de testes, a Vale carregou o navio Cape Asia, do tipo capesize, com 160 mil toneladas de minério. A embarcação seguiu viagem na sexta-feira, com destino à Índia.

"O primeiro teste de carga completa durou 72 horas, tempo necessário para realizar o carregamento e ainda fazer todos os testes de desempenho dos carregadores, transportadores, equipamentos de amarração e das defensas", disse a Vale.

O projeto S11D tem capacidade de produção estimada de 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, mas terá uma infraestrutura que permitirá ofertar 75 milhões de toneladas ao mercado. A previsão é que o projeto entre em operação comercial em janeiro de 2017.

Até setembro de 2016, segundo a Vale, todo o empreendimento, que inclui mina, usina e logística ferroviária e portuária, finalizou 83 por cento de progresso.

O avanço físico da mina e usina está em 95 por cento, enquanto que a parte logística (S11D Logística) alcançou 74 por cento.

(Por Marta Nogueira)