Em viagem ao Japão, Temer acerta cooperação no desenvolvimento de infraestrutura

quarta-feira, 19 de outubro de 2016 11:05 BRST
 

Por Minami Funakoshi

TÓQUIO (Reuters) - Brasil e Japão acertaram nesta quarta-feira explorar oportunidades de investimento japonês em infraestrutura no Brasil, em uma viagem que o presidente Michel Temer busca atrair recursos estrangeiros para tirar o país de uma profunda recessão.

Sob o acordo, autoridades japonesas e brasileiras irão discutir cooperação em investimentos em áreas como transporte, logística, tecnologia da informação e energia.

"O Brasil representa uma chance para o Japão. Em particular, há uma grande oportunidade de investimento na área de infraestrutura", disse o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, em entrevista coletiva com Temer. "Estou realmente feliz que conseguimos acordar conversas sobre desenvolvimento de infraestrutura."

Detalhes como quando as primeiras consultas serão feitas ainda não foram decididos, disse uma autoridade do Ministério das Relações Exteriores japonês.

No mês passado, o governo Temer lançou um pacote de concessões e privatizações com ativos em logística, energia, petróleo e saneamento, em um modelo regulatório mais pró-mercado do que o praticado em governos anteriores, para impulsionar os investimentos privados e tirar a economia do país de sua mais profunda recessão em décadas.

"Nós identificamos, entre os empresários japoneses, forte interesse em vários projetos do nosso plano de parcerias de investimento com ênfase, exatamente, na área da infraestrutura", disse Temer na mesma entrevista coletiva.

Na primeira visita de um presidente do Brasil ao Japão em 11 anos, Temer buscou reparar laços abalados pela ex-presidente Dilma Rousseff, que cancelou duas vezes visitas oficiais ao país.

Antes da entrevista com Abe, Temer disse a empresários japoneses que há muito potencial para investimentos em infraestrutura no Brasil.   Continuação...

 
Presidente Michel Temer e primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, durante entrevista coletiva em Tóquio.     19/10/2016      REUTERS/Kim Kyung-Hoon