Atividade econômica do Brasil recua 0,91% em agosto, pior que o esperado, mostra BC

quinta-feira, 20 de outubro de 2016 12:49 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A atividade econômica brasileira seguiu em território negativo em agosto, com contração de 0,91 por cento sobre julho segundo índice do Banco Central divulgado nesta quinta-feira, pior resultado em mais de um ano, que ilustra os percalços para a retomada econômica.

A contração apontada pelo resultado dessazonalizado do chamado Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), foi mais acentuada do que a expectativa de recuo de 0,69 por cento no mês em pesquisa da Reuters.

A leitura de agosto é o pior resultado desde maio de 2015, quando o indicador apresentou recuo de 1,02 por cento.

"Algum sinal mais evidente de reversão da atual recessão... só deve vir no último trimestre deste ano. Crescimento, talvez só em 2017", avaliou em nota o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves.

A leitura de agosto é um reflexo da fraqueza econômica mostrada recentemente em outros indicadores, destacando a dificuldade de o país dar sinais consistentes de recuperação depois de o PIB recuar 0,6 por cento no segundo trimestre sobre o período anterior, segundo dados do IBGE.

Neste ano, o IBC-Br mostrou avanço da atividade apenas em abril e junho, na comparação com o mês anterior.

A produção industrial sofreu em agosto um tombo de 3,8 por cento sobre julho, interrompendo cinco meses seguidos de ganhos, enquanto as vendas no varejo apresentaram queda de 0,6 por cento na mesma base de comparação, também de acordo com o IBGE.

Por sua vez, o setor de serviços registrou queda de 1,6 por cento no volume de vendas em agosto sobre o mês anterior, com destaque para a retração nos serviços prestados às famílias.

O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.   Continuação...

 
Sede do Banco Central, em Brasília.     23/09/2015      REUTERS/Ueslei Marcelino