Temer avalia que corte de taxa de juros é sinal positivo para economia, diz porta-voz

quinta-feira, 20 de outubro de 2016 20:03 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Michel Temer recebeu com satisfação a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na véspera de cortar a taxa básica de juros pela primeira vez em quatro anos, e avaliou que o corte é um sinal positivo para a economia do país, disse nesta quinta-feira o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola.

Na véspera, o Copom cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14 por cento ano, a primeira redução em quatro anos, dando início a um processo de afrouxamento monetário.

"A decisão do Copom é de natureza técnica é um sinal positivo para a economia brasileira. Ela corrobora os esforços realizados pelo governo federal para fortalecer os fundamentos macroeconômicos e reforça a expectativa de recuperação da economia, que permitirá a retomada do crescimento econômico e a criação de empregos", disse o porta-voz, citando o presidente.

Parola também informou, em resposta a questões apresentadas pelos jornalistas, que Temer foi informado da prisão do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha quando estava em trânsito do Japão para o Brasil e que a antecipação do seu retorno não teve relação com a prisão.

"A decisão de antecipar o regresso, aliás, foi tomada na noite anterior. A operação Lava Jato é de alçada da Justiça e o Executivo jamais interferirá nas suas decisões. É um sinal de amadurecimento democrático que a todos sejam assegurados direitos e garantias fundamentais consagrados pela Constituição Federal", disse Parola.

Temer também foi questionado sobre a posição do governo em relação à proposta de uma reforma política, tratada na manhã desta quinta-feira em café da manhã entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os líderes da Câmara.

De acordo com o porta-voz, o governo considera a reforma política necessária para aprimorar o sistema político e torná-lo ainda mais representativo. No entanto, o presidente avalia que os temas a serem incluídos devem ser definidos pelos partidos e seus representantes no Congresso.

As informações repassadas pelo porta-voz são fruto de questões enviadas previamente pelos jornalistas e apresentadas ao presidente.

(Reportagem de Lisandra Paraguassu)

 
Presidente Michel Temer durante entrevista coletiva em Nova York
21/09/2016 REUTERS/Bria Webb