Alimentos caem e IPCA-15 desacelera alta a 0,19%, menor nível para outubro em 7 anos

sexta-feira, 21 de outubro de 2016 15:13 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A prévia da inflação oficial brasileira voltou a ceder devido à queda dos preços dos alimentos, atingindo o menor resultado para outubro em sete anos e aproximando-se de 8 por cento em 12 meses, o que tende a favorecer o ciclo de afrouxamento monetário do Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou a alta a 0,19 por cento neste mês, contra 0,23 por cento em setembro, informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa é a menor leitura para outubro desde 2009, quando o IPCA-15 subiu 0,18 por cento.

Em 12 meses até outubro, o indicador acumulou alta de 8,27 por cento, após 8,78 por cento de setembro. Embora permaneça acima do teto da meta do governo, de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos, o resultado destaca a trajetória de queda da inflação.

Os números também foram ligeiramente melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters junto a economistas, de alta de 0,21 por cento na comparação mensal, acumulando em 12 meses 8,29 por cento.

O principal responsável pelo alívio na inflação foi a queda de 0,25 por cento nos preços do grupo Alimentação e Bebidas, após variação negativa de 0,01 por cento no mês anterior.

Entre os alimentos de maior peso para as famílias, o IBGE destacou a queda de 8,49 por cento nos preços do leite longa vida. A expectativa é que os alimentos continuem cedendo até o fim do ano, configurando um cenário favorável para que o BC continue reduzindo a taxa básica de juros.

Outro ponto que pode ajudar no arrefecimento da inflação é a decisão da Petrobras, na semana passada, de reduzir o preço do diesel em 2,7 por cento e da gasolina em 3,2 por cento nas refinarias, o que começou a valer a partir da zero hora de sábado (15).

Após mais de um ano de Selic inalterada, o BC reduziu a taxa básica de juros nesta semana em 0,25 ponto percentual, a 14 por cento.   Continuação...

 
Funcionário pesa um pedaço de queijo em mercado no Rio de Janeiro, Brasil
06/05/2016 REUTERS/Nacho Doce