Eletrobras prepara leilões de imóveis e terrenos para gerar caixa rapidamente

sexta-feira, 21 de outubro de 2016 15:11 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O novo presidente da Eletrobras encomendou a todas subsidiárias da maior elétrica do Brasil um levantamento sobre prédios, salas e terrenos de propriedade da companhia que atualmente não são utilizados ou que podem não ser mais necessários, com o objetivo de colocar à venda rapidamente os ativos com potencial para gerar recursos.

No comando da companhia desde o final de julho, Wilson Ferreira Jr. disse que esse plano será prioritário, uma vez que a estatal ainda precisará analisar com mais cuidado a possibilidade de venda de ativos operacionais, como usinas e linhas de energia, muitos dos quais estão em operação e geram receita para a empresa.

O plano para a venda dos ativos imobiliários deve fazer parte de um planejamento maior que será levado ao Conselho de Administração da Eletrobras em 9 de novembro, disse o executivo.

"Nós determinamos a todas controladas a identificação desses imóveis, esses são prioritários. Todos ativos imobiliários que para nós custam dinheiro para manter e em alguns casos não faz nenhum sentido ter, vão ser colocados à venda... Espero fazer isso muito rápido", disse Ferreira a jornalistas nos bastidores de evento de infraestrutura em São Paulo.

Ele explicou que será realizado um processo de avaliação dos ativos para então vendê-los, o que precisará ser feito em leilões, devido às leis que regem a atuação das estatais no país.

Questionado sobre quanto a companhia poderia arrecadar com os imóveis, Ferreira deu como exemplo o caso de um terreno no Rio de Janeiro que a Eletrobras comprou anos atrás por 100 milhões de reais. A empresa também pretende reduzir o número de edifícios que ocupa para suas atividades na capital fluminense.

ATIVOS EM ENERGIA

Ferreira disse que decisões sobre quais ativos de geração e transmissão energia da Eletrobras serão vendidos deverão ser tomadas posteriormente, por serem mais complexas.   Continuação...

 
Sede da Eletrobras no Rio de Janeiro, Brasil
20/08/2014 REUTERS/Pilar Olivares