Investidor egípcio e detentores de bônus avaliam oferta pela Oi, dizem fontes

sexta-feira, 21 de outubro de 2016 17:43 BRST
 

Por Ana Mano e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO (Reuters) - O bilionário egípcio Naguib Sawiris e alguns credores da Oi estão considerando injetar 1,5 bilhão de dólares na operadora de telecomunicações em recuperação judicial, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

De acordo com os termos do plano, que segue preliminar, o aporte de capital na Oi buscaria reduzir a dívida de 65,4 bilhões de reais da companhia e dar a Sawiris e seus parceiros uma fatia ao redor de 85 por cento da companhia brasileira, disseram as fontes. Os parceiros incluem cerca de 70 por cento das empresas detentoras de bônus da Oi assessoradas pela Moelis & Co.

O propósito do plano de Sawiris e detentores de bônus para a Oi é combater o controle dos atuais acionistas da operadora, incluindo a portuguesa Pharol e o fundo de investimentos Société Mondiale, bem como preparar uma potencial venda da companhia dentro de três anos, disse uma das fontes.

A Moelis & Co disse em 11 de outubro que unir forças com Sawiris permitiria aos detentores de bônus e ao bilionário egípcio "discutir e avaliar um plano de recuperação alternativo para a Oi" durante e após a empresa sair da recuperação judicial.

Duas outras fontes familiarizadas com a estratégia dos dois principais acionistas da Oi disseram que Sawiris e seu grupo não se aproximaram deles para conversar ainda, acrescentando que o montante da oferta sendo considerado é muito baixo.

As duas fontes também disseram que o sucesso da oferta liderada por Sawiris depende de convencer o governo federal de que a solução proposta vai aliviar o atrito entre credores, acionistas e fornecedores, além de manter a qualidade dos serviços prestados aos consumidores.

Mensagens enviadas para o escritório de imprensa da empresa de investimento de Sawiris, Orascom, não foram respondidas.

Um empresa de relações públicas trabalhando para a Moelis no Brasil se recusou a comentar o assunto, assim como Pharol e Société Mondiale, controlado pelo empresário brasileiro Nelson Tanure.