25 de Outubro de 2016 / às 13:42 / um ano atrás

Transações correntes do Brasil têm melhor setembro desde 2007, com déficit de US$465 mi

Logo do Banco Central visto na sede, em Brasília. 15/01/2014 REUTERS/Ueslei Marcelino

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil teve déficit em transações correntes de 465 milhões de dólares em setembro, melhor dado para o mês desde 2007 (+481,5 milhões de dólares), alcançado principalmente pelo forte recuo nas remessas de lucros e dividendos com a economia mergulhada em recessão.

O resultado, divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central, veio melhor que a estimativa de um déficit de 1,85 bilhão de dólares em pesquisa da Reuters.

Já os investimentos diretos no país (IDP) foram de 5,233 bilhões de dólares em setembro e ficaram abaixo da projeção de analistas de 6,5 bilhões de dólares.

No mês, as remessas de lucros e dividendos sofreram um tombo de 55,9 por cento sobre um ano antes, somando 899 milhões de dólares, ante 2,037 bilhões de dólares em setembro de 2015.

A fragilidade da economia também ajudou a estreitar o déficit em transações comerciais por meio da balança comercial. Tendo esse cenário como pano de fundo, as importações vêm caindo em ritmo muito mais acentuado que as exportações, resultando em sucessivos superávits para as trocas comerciais.

Em setembro, a balança comercial ficou positiva em 3,603 bilhões de dólares, acima dos 2,651 bilhões de dólares do mesmo mês do ano passado.

Por outro lado, os gastos líquidos dos brasileiros no exterior com viagens subiram na mesma base de comparação, após uma série de quedas em meses anteriores. O aumento foi de 9,9 por cento, a 851 milhões de dólares.

Nos nove primeiros meses do ano, o déficit em transações correntes ficou em 13,582 bilhões de dólares, bem abaixo do rombo de 49,214 bilhões de dólares de igual etapa do ano passado.

Em 12 meses, o saldo negativo encolheu a 1,31 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ante 4,09 por cento em setembro de 2015.

O BC piorou no mês passado sua projeção para o saldo negativo em 2016 a 18 bilhões de dólares, contra 15 bilhões de dólares antes, na esteira do fortalecimento do real frente ao dólar, movimento que tem reflexos sobre o volume de importações e sobre as despesas dos brasileiros no exterior.

Mesmo assim, o resultado das transações correntes será, se confirmado, o melhor para o país desde 2007, quando houve superávit de 408 milhões de dólares.

Por Marcela Ayres

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