Fluxo positivo faz dólar voltar a cair ante real

terça-feira, 25 de outubro de 2016 16:16 BRST
 

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar voltou a operar em baixa ante o real nesta terça-feira influenciado por fluxos de ingresso de recursos externos, que ofuscaram os movimentos pontuais de compra vistos mais cedo diante das baixas cotações da moeda norte-americana, que chegaram a 3,10 reais.

Às 14:49, o dólar recuava 0,31 por cento, a 3,1111 reais na venda, depois de bater em 3,1381 reais na máxima do dia e a 3,1078 reais na mínima. O dólar futuro cedia cerca de 0,44 por cento.

"A venda de dólar não está acontecendo de forma uniforme... No geral, o fluxo está se sobrepondo e, por isso, segue a trajetória de queda (do dólar)", comentou o superintendente da corretora Correparti, Ricardo Gomes da Silva.

No início da tarde, veio nova onda vendedora diante do ingresso de recursos no país. Mas a proximidade do nível de 3,10 reais também tem atraído compras, o que tem deixado a moeda um pouco mais volátil nesta sessão.

Segundo o último balanço divulgado pela Receita Federal, até a manhã de segunda-feira, havia sido registrado o pagamento de 33,1 bilhões de reais em imposto e multas decorrentes da regularização do total de 110,5 bilhões de reais em ativos.

Segundo o Banco Central, houve entrada líquida de quase 1,6 bilhão de dólares na conta financeira ---por onde passam investimentos diretos, em portfólio e outros-- só nos últimos três dias até o dia 21 passado por conta do programa de regularização de ativos no exterior, cujo prazo termina no no próximo dia 31.

Mais cedo, profissionais comentavam que a pressão de baixa da moeda norte-americana também havia sido parcialmente contida pelo anúncio, feito na noite passada pelo BC, de que não anulará integralmente os swaps tradicionais --equivalente à venda futura de dólares-- com vencimento em 1º de novembro.

Segundo a assessoria de imprensa do BC, tinham sido compensados até a véspera 50 mil contratos desses swaps, equivalente a 2,5 bilhões de dólares, mas ainda restavam cerca de 3,150 bilhões de dólares (63 mil contratos).   Continuação...

 
Notas de real e dólar vistas em casa de câmbio no Rio de Janeiro.     10/09/2015        REUTERS/Ricardo Moraes