Petrobras voltará a alguns setores após melhorar finanças, diz diretor

quarta-feira, 26 de outubro de 2016 14:48 BRST
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras voltará a alguns setores que serão deixados pela empresa em meio à venda de ativos, depois que se reequilibrar financeiramente, afirmou nesta quarta-feira o diretor de Recursos Humanos, SMS e Serviços da estatal, Hugo Repsold, no intervalo de um evento no Rio de Janeiro.

Ele citou os segmentos de petroquímica, fertilizantes e química como aqueles em que a companhia poderá retornar, após realizar desinvestimentos.

"Não tem nenhum negócio que seja sem volta e não tem nenhum que não nos interessa. Hoje fazemos o melhor que a gente pode com os recursos que a gente tem", afirmou Repsold a jornalistas, após participar de um evento paralelo ao congresso Rio Oil & Gas.

O novo plano de negócios da companhia inclui a meta de desinvestimentos de 34,6 bilhões de dólares entre 2015 e 2018, com o objetivo de a companhia reduzir sua enorme dívida em meio a preços mais baixos do petróleo.

"Estamos em alguns setores dando dois passos atrás para voltar lá na frente... estamos saindo da petroquímica, mas vamos manter competência tecnológica para voltar já já", acrescentou.

O diretor explicou que a volta a determinados setores não é uma questão de tempo, "é mais uma questão de arrumar as contas".

Ele comentou ainda que esse retorno também dependerá, por exemplo, da garantia de oferta de gás.

"Não dá para chegar em um banco para pedir financiamento se tudo não estiver encadeado, não dá para fazer uma fábrica de gás ou uma petroquímica, sem gás. Ou seja, primeiro temos que desenvolver o pré-sal, encontrar mais gás, solução para o CO2, e quando tiver mais gás vamos buscar formas de monetizar o gás, e a química do metano faz parte do processo", explicou.

A empresa afirmou anteriormente que busca reduzir riscos por meio de parcerias e desinvestimentos na atuação em Exploração e Produção, Refino, Transporte, Logística, Distribuição e Comercialização.   Continuação...

 
Logo da Petrobras em tanque em São Caetano do Sul. 28/09/2016 REUTERS/Paulo Whitaker