27 de Outubro de 2016 / às 17:17 / 10 meses atrás

Itaú deve piorar expectativa de contração do PIB do Brasil em 2016 para 3,5%

Em foto de arquivo, pessoas entram em agência do Itaú no Rio de Janeiro 29/01/2014Sergio Moraes

SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú deve piorar a projeção de contração do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil este ano para 3,5 por cento, ante queda de 3,2 por cento, afirmou nesta quinta-feira o economista-chefe do banco, Mário Mesquita.

"Os dados de setembro não foram tão bons como o esperado", afirmou Mesquita, que assumiu o cargo de economista-chefe com a saída de Ilan Goldfajn para a presidência do Banco Central.

Oficialmente, o número do Itaú para 2016 só deverá ser revisado quando o IBGE divulgar os dados do terceiro trimestre, em novembro.

A estimativa atual do banco é de que a economia brasileira contraiu 0,5 por cento no terceiro trimestre ante o segundo.

Para 2017, o Itaú projeta um avanço do PIB de 2 por cento, uma das previsões mais otimistas no mercado.

Segundo o banco, deve haver uma retomada do investimento no ano que vem por três razões --recuperação dos preços das exportações, queda dos juros e desalavancagem das empresas. A estimativa do banco para a taxa básica de juros Selic, atualmente em 14 por cento, é de que chegue a 10 por cento no fim de 2017.

Em 2018, o Itaú projeta um avanço de 4 por cento para o PIB. "Mesmo crescendo 2 por cento (em 2017) e 4 por cento (em 2018), estaremos longe do pico do produto", diz Mesquita. Segundo o banco, o pico do PIB brasileiro foi alcançado no primeiro trimestre de 2014, nível que só deve ser alcançado novamente em 2019.

REGULARIZAÇÃO

O banco também pode rever as projeções para o resultado primário deste e do próximo ano por causa dos recursos obtidos com a regularização de ativos brasileiros no exterior.

A projeção do Itaú era de arrecadação de 20 bilhões de reais com a regularização, mas a Receita já informou que 40 bilhões foram arrecadados com multas e impostos até a manhã desta quinta-feira.

O Itaú projeta um déficit primário de 164 bilhões de reais neste ano e de 144 bilhões de reais em 2017

Por Luiz Guilherme Gerbelli e Bruno Federowski

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