Dólar segue exterior, tem nova alta e volta a R$3,15

quinta-feira, 27 de outubro de 2016 17:40 BRST
 

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou a quinta-feira em alta e voltou ao patamar de 3,15 reais, sintonizado com a valorização da moeda norte-americana sobre outras divisas emergentes e com algum fluxo de compra aproveitando os níveis recentes de preços baixos.

A valorização, no entanto, foi contida pelo ingresso de recursos provenientes da regularização de ativos brasileiros alocados no exterior.

O dólar avançou 0,42 por cento, a 3,1555 reais na venda, acumulando em duas sessões valorização de 1,58 por cento. Na mínima do dia, a moeda norte-americana marcou 3,1282 reais e, na máxima, 3,1629 reais. O dólar futuro subia cerca de 0,50 por cento no final desta tarde.

"Houve fluxo de repatriação, mas vimos também investidores antecipando operações de remessas (para o exterior)", comentou o sócio da Omnix Corretora, Vanderlei Muniz, acrescentando que a cotação baixa do dólar atraiu essas operações. O dólar chegou a fechar na casa de 3,10 reais na terça-feira passada.

O prazo para regularização de recursos de brasileiros no exterior termina no próximo dia 31. A Receita Federal informou que a arrecadação com multa e imposto no âmbito do programa chegou a 40,1 bilhões de reais até o início da manhã desta quinta-feira.

Na véspera, o BC decidiu ampliar o horário de encerramento do registro de operações de câmbio das 19:00 para as 23:00 entre os dias 26 e 31 de outubro, para facilitar a contratação e liquidação das operações de câmbio.

No exterior, o dólar subia frente a divisas como o peso mexicano e à lira turca, o que acabou puxando a moeda norte-americana frente ao real. O movimento foi influenciado pela alta dos rendimentos dos Treasuries norte-americanos, devido ao avanço dos títulos alemães e britânicos e também pelos dados de auxílio-desemprego dos Estados Unidos, que cederam.

Esse foi mais um indicador a contribuir para o reforço das apostas de aumento de juros no país no encontro de dezembro do Federal Reserve, o banco central do país. Segundo dados do FedWatch, as apostas mostravam chances de quase 80 por cento de o Fed elevar os juros no último mês do ano, o que aumentaria as chances de recursos alocados em outros mercados, como o brasileiro, migrarem para os Estados Unidos.   Continuação...

 
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