Tribunal venezuelano anula inquérito parlamentar sobre US$11 bi desaparecidos na PDVSA

sexta-feira, 28 de outubro de 2016 08:50 BRST
 

CARACAS (Reuters) - O Supremo Tribunal da Venezuela aprovou na quinta-feira um mandado de segurança contra um inquérito parlamentar que descobriu que o ex-presidente da petroleira estatal PDVSA Rafael Ramírez foi responsável por corrupção e improbidade que custaram 11 bilhões de dólares à companhia.

Uma comissão parlamentar informou neste mês que fundos desapareceram durante o período de Ramírez no poder, de 2004 a 2014, citando 11 casos de suposta corrupção incluindo superfaturamento de plataformas de perfuração e um escândalo de lavagem de dinheiro através de um banco de Andorra.

Ramírez, que nega as acusações, pediu um mandado de segurança no Supremo Tribunal para bloquear a investigação. Líderes da oposição no Parlamento disseram que podem usar a investigação para mantê-lo politicamente responsável ou tomarem ações legais contra ele.

Um resumo da decisão publicado no site da corte informou que o pedido de liminar foi concedido. Ramírez, contatado pela Reuters, confirmou a decisão.

O relatório também acusa de corrupção outros executivos de alto escalão, incluindo o atual presidente da companhia, Eulogio Del Pino.

A PDVSA tem sido centro de diversos escândalos de corrupção nos últimos anos. O caso mais recente envolve um grupo de empresários sediados em Houston que se declararam culpados nos Estados Unidos por administrar um esquema de propinas de 1 bilhão de dólares para obter contratos.

(Reportagem de Eyanir Chinea; Reportagem adicional de Marianna Parraga)

 
Ex-presidente da petroleira estatal venezuelana PDVSA Rafael Ramírez.    20/09/2016            REUTERS/Darren Ornitz