Usiminas tem 9º prejuízo seguido no 3º tri, mas resultado negativo mantém trajetória de queda

sexta-feira, 28 de outubro de 2016 09:26 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Usiminas, maior produtora de aços planos do país em capacidade instalada, divulgou nesta sexta-feira o nono prejuízo trimestral consecutivo, mas os dados mantiveram trajetória de redução no resultado negativo da companhia.

A empresa, que vive há meses uma grave disputa de poder entre seus dois principais controladores --Nippon Steel e Techin--, teve prejuízo líquido de 107 milhões de reais, abaixo dos 123 milhões negativos do segundo trimestre e dos 151 milhões também negativos apurados nos três primeiros meses deste ano. No terceiro trimestre do ano passado, o prejuízo havia sido de 1 bilhão de reais.

A companhia, assim como outras siderúrgicas brasileiras, aplicou uma série de reajustes nos preços de seus produtos neste ano para compensar efeitos que incluíram alta nos preços de commodities como carvão, e promoveu ajustes em suas operações que incluíram a paralisação da produção de aço na usina de Cubatão (SP).

A Usiminas apurou geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 307 milhões de reais entre julho e setembro após desempenho negativo nesta linha de 65 milhões de reais no mesmo período do ano passado. No segundo trimestre, o Ebitda foi positivo em 68 milhões.

A empresa terminou setembro com dívida bruta de 6,9 bilhões de reais, ante 8,1 bilhões um ano antes e 7,2 bilhões em junho deste ano. A queda ocorreu depois que a empresa renegociou 92 por cento da dívida total com bancos em meados deste ano, obtendo prazo para pagamento de 10 anos e 3 anos de carência. A negociação também envolveu injeção de 1 bilhão de reais pelos acionistas da companhia.

A Usiminas não informou no balanço o nível de endividamento em relação ao Ebitda ao final do terceiro trimestre.

A companhia investiu 37 milhões de reais no terceiro trimestre ante 156 milhões no mesmo período do ano passado e uma queda de 26 por cento sobre o segundo trimestre deste ano.

A siderúrgica vendeu 959 mil toneladas de aço de julho a setembro, expansão 7 por cento sobre o segundo trimestre, mas abaixo das 1,18 milhão de toneladas do terceiro trimestre de 2015. As vendas de minério de ferro ficaram praticamente estáveis, em cerca de 790 milhões de toneladas.

A receita líquida da companhia subiu 12 por cento no comparativo trimestral, mas teve queda anual de 6,5 por cento, a 2,26 bilhões de reais.   Continuação...