Dólar sobe 1% e se aproxima de R$3,20 de olho nos EUA

sexta-feira, 28 de outubro de 2016 11:33 BRST
 

Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em alta de 1 por cento frente ao real nesta sexta-feira, com investidores à espera da divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, e possíveis implicações na condução da política monetária do país, e já começando a se antecipar à formação da Ptax de final de mês.

Às 10:13, o dólar avançava 1,08 por cento, a 3,1897 reais na venda, depois de bater 3,1945 reais na máxima do dia. O dólar futuro avançava cerca de 0,50 por cento.

"O movimento global em relação à alta dos rendimentos dos Treasuries ganhou força lá fora na véspera... Isso não está descartado nesta sessão, sobretudo depois do PIB dos EUA", disse o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

O dólar subiu nos dois últimos pregões e terminou a véspera cotado a 3,1555 reais, depois de bater em 3,1065 reais na terça-feira.

O PIB dos EUA provavelmente expandiu à taxa anual de 2,5 por cento no trimestre passado, após crescimento de 1,4 por cento no segundo trimestre, de acordo com pesquisa da Reuters junto a economistas. Essa seria a taxa mais forte desde o segundo trimestre de 2015.

Embora o Federal Reserve, banco central norte-americano, esteja mais focado em emprego e inflação, sinais de fortalecimento econômico darão suporte a uma alta da taxa de juros em dezembro. Juros mais altos nos EUA têm potencial para atrair recursos hoje aplicados em outros mercados, como o brasileiro.

A formação da Ptax, taxa mensal que serve de referência para diversos contratos cambiais, também causava pressão adicional no dólar nesta sessão, segundo operadores.

A expectativa pelo fluxo de recursos pela regularização de ativo brasileiro alocado no exterior, cujo prazo termina na próxima segunda-feira, pode aliviar o movimento da moeda norte-americana ao longo do dia.   Continuação...

 
Notas de real e dólar vistas em casa de câmbio no Rio de Janeiro.     10/09/2015        REUTERS/Ricardo Moraes