Conselho do FMI apóia mudanças no poder de voto dos países
WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional endossou nesta sexta-feira mudanças em sua estrutura de poder de voto para dar a economia emergentes mais voz e recomendou que a prosposta seja aprovada por seus 185 membros.
"O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou hoje uma revisão na estrutura de governança da instituição que irá realinhar a cota e o poder de votação de países membros com seus relativos pesos e papéis na economia global", afirmou o FMI em comunicado.
As novas potências econômicas como Brasil e Índia têm pressionado por uma maior representação no FMI, a qual críticos acreditam parecer um clube para países ricos da velha ordem mundial.
"O acordo de hoje é um grande passo à frente na modernização do Fundo e em nossos esforços para ajustar a sua estrutura à realidade dinâmica da economia global, mas esse é apenas o primeiro passo", disse Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI em coletiva.
Strauss-Kahn disse que cinco de seus 24 membros --Arábia Saudita, Irã, Rússia, Egito e Argentina-- não concordaram com as mudanças, votando contra a proposta ou se abstendo.
O FMI disse que as reformas propostas incluem uma fórmula de cotas mais simples e transparente, uma segunda tentativa para o aumento de cotas visando elevar a representação de economias dinâmicas e a triplicação dos votos básicos que irão aumentar a voz dos países pobres.
Nós estamos criando um sistema mais flexível para cota e voz, o que envolve mais mudanças com o passar do tempo à medida que as posições relativas dos países na economia mundial evoluam", disse Strauss Kah
(Reportagem de Lesley Wroughton)
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