ENTREVISTA-Com pré-sal, Brasil quer educação com nível dos EUA
Por Natuza Nery e Fernando Exman
BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil pretende usar recursos do pré-sal para investir pesado na educação e elevar o país ao patamar dos Estados Unidos e da Espanha em pouco mais de uma década, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista à Reuters nesta terça-feira.
"A meta final do plano nacional até 2021 é que nós atinjamos a média (educacional) de países da OCDE... como Espanha e Estados Unidos", afirmou o ministro.
Para chegar a esse resultado e fechar os gargalos do sistema, não há equação diferente do que investir entre 6 e 7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, defende Haddad.
A Unesco recomenda aportes da ordem de 6 por cento e países da Organização para Cooperação e desenvolvimento Econômico aplicam em média 5 por cento de suas riquezas. O Brasil investe hoje cerca de 4 por cento de seu PIB no setor.
"O esforço que o Brasil tem que fazer para superar o atraso educacional tem que ser maior que a média."
Segundo o ministro, este "empreendimento educacional" já está em curso, mas os recursos do pré-sal "viabilizam a sustentabilidade deste plano". O governo mais que dobrará os aportes em educação de 2003 até o ano que vem.
Em termos nominais, o orçamento da pasta passará de 21 bilhões de reais para 48 bilhões de reais em 2009.
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