Pregão descola-se de NY e sobe com bancos e commodities
Por Paula Laier
SÃO PAULO (Reuters) - A recuperação nos preços das commodities e a valorização das ações do setor bancário garantiram o fechamento positivo do principal índice do mercado acionário brasileiro nesta terça-feira, quando os pregões nos Estados Unidos mostraram debilidade.
O Ibovespa subiu 1,78 por cento, aos 62.643 pontos. O volume financeiro da bolsa somou 6,592 bilhões de reais.
Dados fortes de atividade manufatureira mundial conhecidos na véspera, quando o mercado local não funcionou por feriado nacional, foram ignorados no início da sessão, com o noticiário sobre o setor financeiro externo minando o humor de investidores e justificando vendas de ações.
A maior aversão a risco também afetou as commodities, que costumam influenciar o Ibovespa em razão da forte participação de empresas atreladas a esses produtos na composição do índice.
No início da tarde, contudo, o pregão local descolou-se relativamente de seus pares em Wall Street e passou a subir, embora tenha reduzido ou acelerado a alta por alguns momentos conforme os índices em Nova York pioravam ou melhoravam. Notícias de fusões e aquisições chegaram a ajudar NY.
Às 18h37, contudo, o Dow Jones cedia 0,22 por cento.
O impulso doméstico foi dado pela reação das commodities, que passaram a subir, beneficiando as blue chips Petrobras e Vale. O petróleo reverteu perdas e subiu mais de 1 por cento. A melhora refletiu um aumento das encomendas às fábricas nos Estados Unidos em setembro.
Nesse contexto, a preferencial da estatal chegou a cair 1,6 por cento, mas terminou em alta de 1,46 por cento, a 35,55 reais. A preferencial da mineradora fechou com elevação de 3,83 por cento, a 40,96 reais. Continuação...

