Irã pode proibir exportação de petróleo para UE
Por Hashem Kalantari e Robin Pomeroy
TEERÃ, 27 Jan (Reuters) - Uma lei que será debatida no Parlamento iraniano no domingo pode levar à suspensão das exportações de petróleo para a União Europeia já na próxima semana, frustrando um plano do bloco europeu de implementar o embargo ao petróleo em fases, para ajudar na adaptação de suas economias fragilizadas, disseram parlamentares iranianos nesta sexta-feira.
"No domingo, o Parlamento terá que aprovar uma lei de 'emergência dupla', pedindo uma suspensão na exportação do petróleo iraniano para a Europa a partir da próxima semana", disse o vice-presidente do comitê de Política Externa e Segurança Nacional do Parlamento, Hossein Ibrahimi, segundo informou a agência de notícias semioficial Fars.
O Parlamento está pressionando pela proibição de exportação para negar à UE um prazo de seis meses para implementar o embargo ao petróleo do Irã, acordado pelo bloco na segunda-feira como parte de uma série de novas sanções ocidentais para forçar o país a moderar seu programa nuclear.
A UE comprou 18 por cento do petróleo bruto iraniano no primeiro semestre de 2011, segundo a Agência de Informações em Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), fazendo do bloco o segundo maior cliente do Irã, depois da China.
"Se os deputados chegarem à conclusão que as exportações de petróleo iraniano para a Europa devem ser suspensas, o Parlamento não vai adiar um momento (para aprovar o documento)", disse o deputado Moayed Hosseini-Sadr, membro do comitê energético do Parlamento, segundo a Fars.
"Se a exportação do petróleo do Irã para a Europa... for suspensa, os europeus certamente serão surpreendidos e entenderão o poder do Irã e vão perceber que o establishment islâmico não vai sucumbir às políticas europeias", disse.
Sugerindo que o plano tem o apoio do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, o clérigo que conduziu as orações desta sexta-feira na Universidade de Teerã zombou da decisão da UE de parcelar as sanções.
"Por que esperar seis meses, por que não agora? A resposta é clara. Eles estão com problemas; eles estão lutando contra a crise", disse o clérigo linha-dura Ahmad Khatami. Continuação...

