S&P 500 fecha em terreno positivo pelo 4o pregão seguido
Por Ryan Vlastelica
NOVA YORK, 8 Ago (Reuters) - O índice acionário Standard & Poor's 500 estendeu levemente nesta quarta-feira sua série de ganhos para o quarto pregão consecutivo, fechando acima de 1.400 pontos, em mais uma sessão de poucas negociações.
Segundo dados preliminares, o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,05 por cento, para 13.175 pontos. O S&P 500 teve valorização de 0,06 por cento, para 1.402 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,15 por cento, para 3.011 pontos.
Expectativas por estímulos do Banco Central Europeu (BCE) e do Federal Reserve, banco central norte-americano, desencaderam recentes ganhos, mas investidores acharam poucas razões para continuarem empurrando os mercados para cima, depois que atingiram máximas de três meses.
Os três principais índices acionários dos Estados Unidos abriram em baixa, mas recuperaram-se no intradia, impulsionados pelo setor de bens de consumo e saúde. Ambos são considerados jogadas defensivas, um indicativo de que investidores estão contendo seu entusiasmo.
"É muito positivo que encontramos mais apoio ao longo da sessão, o que indica que o caminho de menor resistência para o mercado é o de ascensão", disse o diretor de estratégia de investimentos do BNY Mellon Wealth Management, Jeff Mortimer.
A esperança de mais medidas de bancos centrais surge em meio a projeções de fraco crescimento nos próximos trimestres e baixa demanda em todo o mundo.
Num sinal do enfraquecimento da demanda, a ação do McDonald's recuou 1,7 por cento para 87,53 dólares após registrar vendas estáveis nas mesmas lojas em julho, a pior performance do componente do Dow Jones em mais de nove anos.
"A ideia de que a Europa conseguirá remover-se desse território instável está claramente contribuindo para o tom dos mercados. Há um sentimento de que os bancos centrais farão o necessário para prover liquidez, caso as coisas piorem", disse Mortimer, que ajuda a coordenar 171 bilhão de dólares em ativos.
O Banco da Inglaterra não ofereceu sinais de que está pronto para inundar o país com mais estímulos, mesmo após reduzir acentuadamente suas projeções de crescimento econômico a médio prazo. O banco central francês prevê uma contração no crescimento no terceiro trimestre, citando fraca demanda de economias periféricas e do Reino Unido.
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