CENÁRIOS-Com incentivo estatal, setor de consumo retoma expansão

sexta-feira, 17 de agosto de 2012 08:34 BRT
 

Por Vivian Pereira e Juliana Schincariol

SÃO PAULO/RIO (Reuters) - Após sofrer desaceleração generalizada nos primeiros meses do ano, o consumo no país deve acelerar no segundo semestre com as medidas de incentivo adotadas pelo governo, refletindo em vendas maiores para as empresas do setor.

Para especialistas, as medidas tomadas pelo governo desde o final de 2011 devem ganhar tração daqui em diante. Desde agosto passado, o BC já reduziu em 4,5 pontos percentuais a taxa básica de juros, para a mínima recorde de 8 por cento ao ano. Posteriormente, o governo lançou uma série de medidas para estimular o consumo e os investimentos do setor industrial.

"As medidas tendem a ser mais eficazes agora... isso vai começar a ocorrer a partir do segundo semestre", disse o sócio sênior da consultoria GS&MD - Gouvêa de Souza Luiz Goes.

Mas um dado divulgado na quinta-feira mostrou que a recuperação pode ter começado antes do que o esperado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas no varejo do país cresceram 1,5 por cento em junho ante maio, muito acima da expectativa do mercado.

O dado confirmou a tendência já apontada em outro relatório da Serasa Experian, divulgado na semana passada, apontando que o movimento de consumidores nas lojas do país cresceu 1,3 por cento em julho sobre o mês anterior, com o varejo recuperando-se da queda de 0,1 por cento vista em junho.

Com esse horizonte, os vários segmentos ligados a consumo fazem planos de expansão num período já sazonalmente mais movimentado, por contar com o período de vendas de Natal, que costuma elevar as vendas no varejo em entre 40 e 60 por cento na comparação com um mês comum a partir de novembro.

A Associação Brasileira de Franshising (ABF) apontou a expectativa de abertura de 42 shoppings no país este ano.

"Com a crise, muitas empresas postergaram novos shoppings, e agora teremos mais pontos comerciais", afirmou o diretor executivo da ABF, Ricardo Camargo.   Continuação...