Governo vende otimismo econômico; analistas pregam cautela
Por Tiago Pariz
BRASÍLIA, 17 Ago (Reuters) - Animado com os recentes dados econômicos, o governo reforçou nesta sexta-feira o tom otimista sobre a recuperação da atividade econômica, apesar de analistas do mercado financeiro estarem ainda céticos sobre o ritmo de crescimento.
O tom otimista partiu da presidente Dilma Rousseff, do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
Coube a Tombini o recado mais importante. Ele afirmou que o crescimento do Produto Interno Bruto vai se acelerar nos próximos trimestres, com preços sob controle.
"Os efeitos dos estímulos já introduzidos ainda não se manifestaram plenamente sobre a atividade. Mas a economia já vem parcialmente respondendo a eles; e essa resposta tende a se aprofundar", disse o presidente do BC em congresso da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Já Dilma e Mantega reforçaram estar em curso uma a reação "mais significativa" da economia às medidas de estímulo.
O titular da Fazenda disse que a recuperação está cada vez mais nítida, mas que o governo continuará fazendo desonerações e adotando medidas de estímulo.
"Passamos o cabo da Boa Esperança e, no segundo semestre, estaremos com economia crescendo mais do que no primeiro semestre", afirmou o ministro, após participar de evento com superintendentes do Banco do Brasil em São Paulo.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 0,75 por cento em junho frente a maio, segundo dados dessazonalizados. É a maior variação mensal desde março de 2011, quando a expansão ficou em 1,47 por cento. Continuação...

