Greve e demissões afetam obra de refinaria da Petrobras

segunda-feira, 20 de agosto de 2012 18:24 BRT
 

Por Leila Coimbra e Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 20 Ago (Reuters) - A demissão de centenas de operários das obras da Refinaria Abreu e Lima ocorrida nesta segunda-feira, após uma greve deflagrada nas últimas semanas, pode atrasar ainda mais o cronograma de uma das principais obras da Petrobras.

A paralisação iniciada em 1o de agosto foi encerrada por ordem judicial. Ao voltarem para o trabalho nesta segunda-feira, os trabalhadores souberam que estavam demitidos, segundo o sindicato.

A greve deste mês foi somente mais uma registrada nas obras da Abreu e Lima. De acordo com uma fonte próxima à Petrobras, os protestos do último ano e meio paralisaram em pelo menos 60 dias as obras da Rnest, como também é chamada a Abreu e Lima.

E a retomada dos trabalhos após as greves, segundo a fonte que preferiu não ser identificada, ocorrem em ritmo mais lento, atrasando ainda mais os trabalhos.

O início das operações da Abreu e Lima já foi adiado cinco vezes. O cronograma inicial da refinaria, em construção no Estado de Pernambuco, previa a partida do primeiro trem de refino em novembro de 2011. Hoje, a previsão é de que a refinaria fique pronta somente em novembro de 2014, segundo a Petrobras.

O custo inicial do projeto, segundo dados oficiais do plano de negócios da estatal para o período 2012-2016, era de 2,3 bilhões de dólares. Atualmente o seu custo total já chega 20,1 bilhões de dólares, ou nove vezes o valor inicial, segundo a estatal.

O atraso da refinaria ocorre em um momento em que a Petrobras atinge recordes de importação de combustíveis que a levaram, juntamente com o câmbio, a um prejuízo trimestral de 1,34 bilhão de reais de abril a junho, o primeiro em 13 anos.

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