Cooxupé diz que chuva determinará direção dos preços do café
Por Roberto Samora
CAMPINAS, 22 Set (Reuters) - Após colher uma safra com um volume maior de café de baixa qualidade do que o normal, a Cooxupé avalia que a chegada ou não das chuvas nas próximas semanas influenciará em uma alta ou queda nos preços no mercado internacional.
As precipitações e o volume de chuvas vão determinar se a florada dos cafezais será boa ou ruim, o que vai afetar diretamente no tamanho da colheita de 2013 (safra 2013/14) do Brasil, disse o presidente da maior cooperativa de cafeicultores do mundo, Carlos Paulino da Costa, em entrevista à Reuters.
No momento, há um impasse no mercado, com os participantes aguardando a chegada das chuvas.
"O que vai definir o preço vai ser a florada, a perspectiva da próxima safra. Por enquanto, a chuva não chegou na zona produtora ainda, parou no Estado de São Paulo, no Sul de Minas e no Cerrado de Minas ainda não choveu", afirmou Paulino, presidente da cooperativa com sede em Guaxupé, no sul mineiro.
De acordo com Paulino, se a seca prolongar e ocasionar uma quebra para o próximo ano, o mercado poderá ver uma "reação grande".
Minas Gerais responde por cerca de metade do café produzido no Brasil, o maior produtor e exportador mundial. "Se a chuva for boa e a florada for boa, certamente o café não vai subir...", acrescentou ele, durante o Fórum Nacional de Agronegócios, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).
A próxima temporada ainda tem um agravante no que se refere à produção. Será a negativa do ciclo bianual do café arábica, ciclo este que alterna altas e baixas na colheita.
Questionado sobre qual o limite para a chegada das chuvas, Paulino afirmou: "O mês de outubro sempre é limitante para as floradas. Com o calor a planta começa a vegetar, vai precisar de chuva, até o final do mês precisa ter chuva, caso contrário, começa a ter prejuízo". Continuação...

