Renovação de concessões elétricas acelera necessidade de cortar custos

terça-feira, 25 de setembro de 2012 18:01 BRT
 

Por Anna Flávia Rochas

SÃO PAULO, 25 Set (Reuters) - A maioria das empresas com ativos de geração a vencer entre 2015 e 2017 espera ser indenizada por investimentos não amortizados. Mas essas indenizações tendem a ser usadas para manter a capacidade de investimentos futuros e as companhias ainda deverão ter que reduzir custos diante do menor nível de receita.

As mais afetadas pela renovação antecipada e condicionada das concessões são as Cemig, Cesp, Copel e Eletrobras. Entre as privadas, a mais atingida é a transmissora de energia Cteep.

"Todas elas têm espaço para cortar custos, porque as coisas vão mudar muito. Umas mais, outras menos", disse um dos analistas da equipe da Planner Corretora.

A Eletrobras, em especial, sempre foi cobrada por investidores e analistas quanto a eficiência operacional.

Mas a dimensão da necessidade de redução de custos permanece incerta, já que não foram divulgadas as novas remunerações pela operação dos ativos cujas concessões serão renovadas.

"Infelizmente, vamos ser os últimos a saber. Mesmo Furnas está contratando alguém para fazer essa conta", disse o analista Gabriel Laera, do Espírito Santo Investment Bank.

Na semana passada, a geradora e transmissora Furnas, subsidiária da Eletrobras, anunciou que reduzirá em 35 por cento seu quadro de funcionários, como parte de um plano para reduzir suas despesas com pessoal, material e serviços em 22 por cento até 2018.

A reorganização de Furnas, que terá o apoio de uma consultoria, foi revelada dias após a presidente Dilma Rousseff ter anunciado redução média da conta de luz dos consumidores em 20,2 por cento em 2013. A diminuição do custo da energia será possível com a renovação das concessões do setor elétrico e pela extinção ou redução de encargos.   Continuação...