Expansão do setor de serviços do Brasil desacelera em outubro--PMI

terça-feira, 6 de novembro de 2012 11:02 BRST
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO, 6 Nov (Reuters) - O setor de serviços do Brasil mostrou expansão em outubro pelo segundo mês seguido diante de uma demanda mais forte, mas a um ritmo mais fraco do que no mês anterior, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do instituto Markit divulgada nesta terça-feira.

O indicador manteve-se acima da marca de 50 que divide contração de expansão ao registrar em outubro 50,4. A leitura, entretanto, ficou abaixo dos 52,8 vistos em setembro, quando o setor voltou a registrar crescimento pela primeira vez em três meses.

De acordo com o Markit, as evidências sugerem que o total de novos negócios se expandiu em linha com o fortalecimento da demanda, embora o crescimento tenha sido apenas modesto. Quase 14 por cento dos entrevistados relataram uma produção mais alta, contra 13 por cento citando que esta foi mais baixa.

As empresas também relataram que condições econômicas melhores contribuíram para uma atividade de negócios mais elevada.

Em meio a esse cenário, a força de trabalho nas empresas de serviços brasileiras aumentou pelo segundo mês seguido em outubro, com cerca de 6 por cento das empresas declarando que aumentaram o nível de pessoal por conta da demanda mais elevada e planos de expansão de negócios.

Apesar do aumento, o Markit ressaltou que a taxa de criação de emprego foi "modesta", ficando inalterada em relação a setembro.

Os entrevistados citaram que os custos de compra subiram juntamente com a inflação em geral e com os custos mais elevados dos aluguéis. Assim, os preços cobrados subiram no ritmo mais rápido em cinco meses. Com quase 6 por cento dos entrevistados relatando aumento nos preços cobrados, essa sequência inflacionária chegou a 35 meses.

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Mulheres fazem compras no Rio de Janeiro, em agosto de 2011. Setor de serviços do Brasil mostrou expansão em outubro pelo segundo mês seguido diante de uma demanda mais forte, mas a um ritmo mais fraco do que no mês anterior, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do instituto Markit. 18/08/2011 REUTERS/Ricardo Moraes