BM&FBovespa entrega lucro 5,3% menor no 3o trimestre
SÃO PAULO, 6 Nov (Reuters) - A combinação de aumento das despesas e piora nos resultados financeiros levou a BM&FBovespa a lucrar menos que o previsto no terceiro trimestre.
A operadora de bolsas do Brasil obteve lucro líquido (atribuível aos acionistas) de 276,5 milhões de reais de julho a setembro, uma queda de 5,3 por cento no comparativo anual e de 7,9 por cento contra o segundo trimestre de 2012.
O resultado também veio abaixo da média das estimativas de sete analistas obtidas pela Reuters, que apontava para lucro de 297,1 milhões de reais no período.
O lucro incluindo participação de não controladores foi de 276,65 milhões de reais.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) nos três meses até setembro foi de 375,58 milhões de reais, 8,1 por cento acima do auferido em igual etapa do ano passado, mas 7 por cento menor do que no trimestre imediatamente anterior. A margem Ebitda subiu de 70,4 por cento para 72 por cento, ano a ano.
A última linha do resultado refletiu em parte a pressão sobre a receita que, embora tenha crescido 5,7 por cento sobre o terceiro trimestre de 2011, recuou 3,6 por cento sobre o trimestre anterior, afetada sobretudo por um tombo de 19,8 por cento no volume diário médio no segmento BM&F, onde são negociados os contratos de taxas de juros e de câmbio.
O movimento se deu simultaneamente ao ciclo de cortes na taxa básica de juros pelo Banco Central e à tomada de medidas do governo para evitar a apreciação do real contra o dólar.
A companhia conseguiu amortecer esse movimento em parte ao aumentar a receita média por contrato. A BM&FBovespa freou o avanço das operações de alta frequência, que exigem maiores descontos.
Em contrapartida, o aumento das despesas e os fracos resultados financeiros pressionaram o lucro líquido. As despesas no trimestre cresceram 3,1 por cento na base anual, para 174,8 milhões de reais, principalmente por maiores gastos com serviços de terceiros e impostos.
O resultado financeiro foi positivo em 45,5 milhões, uma queda de 44,9 por cento ante o terceiro trimestre de 2011, refletindo os efeitos da redução da taxa básica de juros sobre a receita financeira e a depreciação do real em relação ao dólar sobre a dívida em moeda estrangeira.
(Por Aluisio Alves)
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