7 de Novembro de 2012 / às 21:38 / 5 anos atrás

Dólar sobe 0,1% por preocupações com Europa e EUA

Por Danielle Fonseca

SÃO PAULO, 7 Nov (Reuters) - O dólar fechou em leve alta ante o real nesta quarta-feira por temores sobre a economia da zona do euro e o “abismo fiscal” dos Estados Unidos, que dominaram a atenção dos investidores logo após a reeleição do presidente Barack Obama.

A alta foi discreta, no entanto, pois a volatilidade do mercado de câmbio continua reduzida devido à constante ameaça de intervenção do governo.

O dólar encerrou a sessão com alta de 0,10 por cento, cotado a 2,0338 reais na venda. Durante o dia, a moeda oscilou entre 2,0310 reais e 2,0360 reais. Segundo dados da BM&F, o volume negociado foi de 1,452 bilhão de dólares.

“O mercado de certa forma ficou aliviado por as eleições nos EUA terem terminado rapidamente, mas no meio da manhã tivemos as declarações de Draghi, trazendo cautela para o mercado. Também tivemos dados ruins da produção industrial da Alemanha”, disse o estrategista-chefe do Banco WestLB, Luciano Rostagno.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, estimou que a economia da zona do euro permanecerá fraca “no médio prazo”, o que preocupou investidores.

Mais cedo, dados mostraram que a produção industrial alemã caiu mais do que o previsto em setembro, sob o impacto da crise da zona do euro.

Ainda seguia no foco dos investidores a situação da Grécia, que precisa aprovar medidas de austeridade polêmicas para garantir mais ajuda internacional.

ABISMO FISCAL

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários despencaram cerca de 2 por cento e o dólar subiu ante outras moedas após a reeleição de Obama.

Em seu segundo mandato, o presidente norte-americano continuará a enfrentar um Congresso dividido --a Câmara dos Deputados mantém a maioria republicana, enquanto a maior parte dos assentos do Senado permanece com os democratas.

A divisão política torna mais difícil um acordo para evitar o chamado abismo fiscal: um conjunto de cortes automáticos de gastos e aumentos de impostos que podem retirar 600 bilhões de dólares da economia em 2013, provavelmente levando o país a uma nova recessão.

“O fato de o presidente já ter sido definido rapidamente talvez dê mais tempo para resolver a questão do abismo fiscal e evitar uma recessão que poderia ser causada pelos cortes de gastos”, disse Rostagno.

Apesar da questão delicada, o estrategista-chefe não vê mudanças por enquanto no cenário para o mercado de câmbio brasileiro, que deve continuar engessado em função das recentes atuações do Banco Central e declarações de autoridades brasileiras.

“A tendência é continuar a oscilar entre a banda estreita de 2,0 a 2,05 reais nos próximos meses”, afirmou Rostagno.

Reportagem de Danielle Fonseca

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