Braskem reduz prejuízo para R$124 mi no 3o trimestre

quinta-feira, 8 de novembro de 2012 10:03 BRST
 

SÃO PAULO, 8 Nov (Reuters) - A Braskem, maior petroquímica da América Latina, encerrou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de 124 milhões de reais, reduzindo resultado negativo de 1,05 bilhão de um ano antes e apoiada em despesas menores com variação cambial.

A companhia, que tem grande parte de seus custos e receitas atrelados ao dólar, apurou uma geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de 930 milhões de reais, quase estável ante o mesmo período de 2011. A margem no período recuou de 10,8 para 9,8 por cento.

"O maior volume de vendas de resinas termoplásticas e dos principais petroquímicos básicos não foi suficiente para compensar a contração dos spreads de resinas termoplásticas e petroquímicos básicos no mercado internacional, que apresentaram quedas de 19 e 18 por cento entre os períodos", afirmou a Braskem, citando ainda aceleração a partir de julho do preço da nafta, um de seus principais insumos.

A petroquímica apurou um resultado financeiro líquido com despesa de 568 milhões de reais, queda ante os 2 bilhões de reais registrados no terceiro trimestre do ano passado. A variação ocorreu com efeito de variação cambial negativo em 128 milhões de reais ante 1,62 bilhão no mesmo período de 2011.

"Esse valor (128 milhões de reais) representa o efeito contábil da variação cambial, principalmente sobre o endividamento da companhia, e só será desembolsado por ocasião do vencimento da dívida, que tem prazo médio total de 15 anos", afirmou a Braskem no balanço.

A empresa teve receita líquida de vendas de 9,45 bilhões de reais nos três meses encerrados em setembro, crescimento anual de 9 por cento, "positivamente influenciada pela apreciação média do dólar em 24 por cento no período". Enquanto isso, o custo com produtos vendidos também cresceu 9 por cento no período, para 8,5 bilhões de reais.

As unidades industriais da Braskem registraram no período aumento de taxas de utilização, com eteno avançando de 86 para 92 por cento na comparação anual, polietileno subindo de 82 para 87 por cento e polipropileno crescendo de 88 para 91 por cento. Já a taxa de operação de PVC recuou de 94 para 87 por cento.

(Por Alberto Alerigi Jr.)