Braskem vê ligeira melhora de margens do setor em 2013

quinta-feira, 8 de novembro de 2012 16:01 BRST
 

Por Roberta Vilas Boas

SÃO PAULO, 8 Nov (Reuters) - A Braskem, maior petroquímica da América Latina, estimou nesta quinta-feira ligeira melhora nas margens do setor no próximo ano e previu que elas devam atingir o pico em 2015, por conta do crescimento mais acentuado da demanda em relação à oferta.

"Os dados que temos apontam para crescimento econômico mundial melhor. Para petroquímicas, o que esperamos é uma melhora pequena das margens em 2013, chegando ao pico em 2015", disse o presidente-executivo da companhia, Carlos Fadigas, em coletiva de imprensa.

O crescimento das margens, segundo o executivo, não tem correlação com a elevação em setembro das alíquotas do Imposto de Importação de 100 produtos, entre eles o polietileno, para em média 25 por cento. A decisão do governo, criticada por outros países, teve como objetivo proteger os produtores brasileiros da concorrência estrangeira.

"A questão de alíquota de importação não tem correlação com a recuperação de margens. Existe uma tendência da indústria de recuperação de margens evoluindo da posição atual para atingir o pico por volta de 2015 e 2016", disse.

"Isso vai acontecer porque a demanda vai crescer de forma mais rápida que a oferta. As novas plantas petroquímicas que vão ficar prontas até 2016, produzirão menos que o incremento de demanda."

Apesar de elogiar o aumento da alíquota para produtos importados e outras medidas do governo, como desoneração de folha de pagamento para alguns setores e a redução nas tarifas de energia, Fadigas afirmou que esses incentivos não são suficientes para levar o setor químico a aumentar os investimentos.

"O que a gente quer é um programa para o setor, para recuperar a competitividade e gerar mais resultado para poder investir."

Segundo ele, o setor negocia três medidas com o governo: a desoneração de matérias-primas, a desoneração de investimentos e o incentivo à inovação.   Continuação...