Planos de siderúrgica no Brasil da Wuhan estão adormecidos--LLX

quinta-feira, 8 de novembro de 2012 20:13 BRST
 

Por Jeb Blount

RIO DE JANEIRO, 8 Nov (Reuters) - Negociações entre a chinesa Wuhan Iron & Steel e a brasileira LLX sobre a construção de uma siderúrgica com capacidade de 5 milhões de toneladas por ano no porto brasileiro de Açu estão "adormecidas", disse a controladora do porto à Reuters nesta quinta-feira.

A Wisco, como é conhecida a quarta maior siderúrgica chinesa, e a operadora brasileira de portos LLX há meses não se reúnem, disse o diretor de Relações com Investidores da LLX, Filipe Mello. O nome da Wisco também foi removido de planos para o porto incluídos na apresentação da LLX a investidores.

A LLX, controlada pelo bilionário Eike Batista, faz parte do grupo carioca de Eike, o EBX.

A siderúrgica da Wisco, avaliada em 5 bilhões de dólares e que devia originalmente dar início a operações em 2012, seria o maior investimento chinês no Brasil da história. A instalação era uma importante parte de um plano de desenvolvimento industrial no Porto de Açu, cerca de 320 quilômetros ao norte do Rio de Janeiro, que inlcui um terminal de exportação de minério de ferro, um estaleiro, usinas de geração de energia e acesso a ferrovias.

"A Wisco nunca nos disse que havia cancelado seus planos de construir a siderúrgica e já negou rumores de que ela abandonaria o projeto", disse Mello. "Não conversamos recentemente, entretanto, e há algum tempo nos reuníamos diariamente para planejar".

A LLX removeu o nome da Wisco de suas apresentações porque agora tem uma política de apeas incluir os nomes das companhias que firmaram contratos para construir no local do porto, disse Mello.

O acordo entre a LLX e a Wisco era apenas um memorando de compreensão, acrescentou.

Executivos da Wisco na China não puderam ser contatados fora do horário comercial.   Continuação...