Ações asiáticas caem por temores com abismo fiscal e Europa

sexta-feira, 9 de novembro de 2012 08:26 BRST
 

TÓQUIO, 9 Nov (Reuters) - As ações asiáticas ampliaram as perdas nesta sexta-feira, ao passo que os mercados preocupavam-se com o "abismo fiscal" dos Estados Unidos e o risco disso colocar a maior economia do mundo em recessão, assim como dúvidas sobre um resgate funcional para a Grécia.

As perdas em ações globais na quinta-feira pesaram sobre o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, e às 8h21 ele recuava 0,42 por cento, depois da queda de 1,3 por cento do dia anterior, a maior queda percentual diária em dois meses. O índice caminhava para uma perda semanal de 0,4 por cento.

Washington deve resolver o "abismo fiscal" encontrando um acordo para cortar o déficit norte-americano antes que aproximadamente 600 bilhões de dólares em cortes de gastos e aumentos de impostos aconteçam no começo de 2013. Os mercados também estão observando o teto da dívida, que precisa ser aumentado para evitar um colapso.

"O foco voltou para a economia depois das eleições nos Estados Unidos, com preocupações sobre o risco da zona do euro ressurgindo, enquanto os temores com o abismo fiscal pesam sobre o índice local", afirmou o analista do IBK Securities Kim Soon-young.

Dados da China mostraram que a produção industrial e as vendas no varejo para outubro ultrapassaram as expectativas, enquanto a inflação ao consumidor anual desacelerou para o ritmo mais lento em quase três anos, dando às autoridades espaço para afrouxar ainda mais a política se necessário. Os dados, vindo na contramão do sentimento negativo geral, ajudaram a evitar maiores quedas nas ações asiáticas.

As ações australianas cederam 0,49 por cento e as sul coreanas caíram 0,52 por cento. O índice Nikkei do Japão fechou em queda de 0,9 por cento.

O índice referencial de Xangai cedeu 0,12 por cento, enquanto Hong Kong caiu 0,85 por cento e Cingapura mostrou ligeira queda de 0,09 por cento. Por outro lado, a bolsa de Taiwan subiu 0,70 por cento.

(Reportagem de Chikako Mogi; reportagem adicional de Joyce Lee em Seul e Hideyuki Saon em Tóquio)