November 13, 2012 / 7:18 PM / 5 years ago

Comércio marítimo no 3o trimestre sugere economia fraca--Maersk

4 Min, DE LEITURA

Por Jeb Blount

RIO DE JANEIRO, 13 Nov (Reuters) - O comércio marítimo brasileiro caiu 0,4 por cento no terceiro trimestre em comparação com um ano antes, com queda tanto nas importações quanto nas exportações, mostrando fraqueza nos mercados doméstico e internacional, disse nesta terça-feira a companhia de navegação Maersk Line.

Foi o pior resultado desde o primeiro trimestre de 2011, pelo menos, período mais antigo para o qual a Maersk tem resultados para o total de volumes negociados por via marítima no Brasil, de acordo com o primeiro Relatório de Comércio Internacional da companhia. A Maersk Line é uma unidade da AP Moller Maersk, grupo de transporte e de petróleo.

Como o transporte de cargas está intimamente relacionado com o crescimento econômico, o resultado é um sinal de que a economia do Brasil pode não estar acelerando tanto quanto o governo espera, disse Peter Gyde, chefe da Maersk Line no Brasil.

O governo diz que o produto interno bruto do Brasil poderá crescer mais de 4 por cento no próximo ano. Mas o PIB subiu apenas 0,49 por cento no segundo trimestre e a produção industrial caiu 3,8 por cento em setembro.

"A tendência para um período tem sido negativa", disse à Reuters Gyde na segunda-feira. "O governo está falando de uma recuperação, mas a minha principal preocupação é que tendências estão apontando em outra direção".

E enquanto o comércio marítimo brasileiro em outubro mostrou alguma melhora em relação ao terceiro trimestre, novembro e dezembro devem ser mais fracos, disse ele.

Os dados do relatório foram compilados para a Maersk pela DataLiner, empresa de consultoria de comércio internacional do Rio de Janeiro. Os números representam o comércio total com o Brasil e não apenas o tráfego marítimo da Maersk, disse a companhia em um comunicado.

A Maersk controla cerca de 15 por cento do mercado de transporte de contêineres na América Latina.

Mesmo que a economia da China se estabilize a partir de uma desaceleração, o comércio do Brasil com seu maior parceiro mostrou pouco crescimento, disse Gyde.

As exportações de produtos refrigerados para a Ásia caíram 7,9 por cento no terceiro trimestre ante o ano anterior, enquanto as exportações de bens "secos" cresceram 1,5 por cento. No segundo trimestre, as exportações subiram 31 por cento em comparação com um ano antes.

As importações brasileiras da Ásia caíram 0,6 por cento no terceiro trimestre.

"O Brasil ainda tem de colher os benefícios de gastos maiores do consumidor na maior economia da Ásia", disse Gyde. "A Ásia tem sido a locomotiva do crescimento e seu abrandamento gera um pouco de preocupação."

Parte do declínio do comércio para a Ásia está sendo compensado com um novo comércio com o Oriente Médio, acrescentou.

As exportações para a Europa de produtos secos caíram 16 por cento, enquanto as exportações de alimentos refrigerados subiram 20 por cento no terceiro trimestre.

A grande melhoria veio dos Estados Unidos, que viu o primeiro sinal de crescimento no terceiro trimestre desde o início de 2011. As exportações brasileiras de "secos" para os Estados Unidos e Golfo do México aumentaram 7 por cento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, depois de cair 0,8 por cento no segundo trimestre.

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