Comércio marítimo no 3o trimestre sugere economia fraca--Maersk

terça-feira, 13 de novembro de 2012 17:17 BRST
 

Por Jeb Blount

RIO DE JANEIRO, 13 Nov (Reuters) - O comércio marítimo brasileiro caiu 0,4 por cento no terceiro trimestre em comparação com um ano antes, com queda tanto nas importações quanto nas exportações, mostrando fraqueza nos mercados doméstico e internacional, disse nesta terça-feira a companhia de navegação Maersk Line.

Foi o pior resultado desde o primeiro trimestre de 2011, pelo menos, período mais antigo para o qual a Maersk tem resultados para o total de volumes negociados por via marítima no Brasil, de acordo com o primeiro Relatório de Comércio Internacional da companhia. A Maersk Line é uma unidade da AP Moller Maersk, grupo de transporte e de petróleo.

Como o transporte de cargas está intimamente relacionado com o crescimento econômico, o resultado é um sinal de que a economia do Brasil pode não estar acelerando tanto quanto o governo espera, disse Peter Gyde, chefe da Maersk Line no Brasil.

O governo diz que o produto interno bruto do Brasil poderá crescer mais de 4 por cento no próximo ano. Mas o PIB subiu apenas 0,49 por cento no segundo trimestre e a produção industrial caiu 3,8 por cento em setembro.

"A tendência para um período tem sido negativa", disse à Reuters Gyde na segunda-feira. "O governo está falando de uma recuperação, mas a minha principal preocupação é que tendências estão apontando em outra direção".

E enquanto o comércio marítimo brasileiro em outubro mostrou alguma melhora em relação ao terceiro trimestre, novembro e dezembro devem ser mais fracos, disse ele.

Os dados do relatório foram compilados para a Maersk pela DataLiner, empresa de consultoria de comércio internacional do Rio de Janeiro. Os números representam o comércio total com o Brasil e não apenas o tráfego marítimo da Maersk, disse a companhia em um comunicado.

A Maersk controla cerca de 15 por cento do mercado de transporte de contêineres na América Latina.   Continuação...