Ações asiáticas sobem, mas mercados perdem ímpeto por abismo fiscal

quarta-feira, 14 de novembro de 2012 08:04 BRST
 

CINGAPURA, 14 Nov (Reuters) - As ações asiáticas subiram nesta quarta-feira, mas as ações globais perdiam o ímpeto para uma recuperação decisiva, com as ações europeias em queda, à medida que os investidores continuavam preocupados com o abismo fiscal dos Estados Unidos e a crise da zona do euro.

Desde a reeleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, os mercados estão focando a atenção sobre como uma Washington dividida irá combater a série de aumentos de impostos e cortes de gastos mandatários que irão começar no início do ano que vem e podem colocar a maior economia do mundo de volta em recessão.

"Os Estados Unidos não podem se dar ao luxo de não resolver isso, portanto pode haver um acordo de última hora", afirmou o analista de mercado do OptionsXpress Ben Le Brun. "Até lá, haverá muitas incertezas e isso irá pesar nos mercados."

Às 7h40 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne mercados da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,53 por cento, depois de cair para o menor nível em sete semanas na sessão anterior, e o índice Nikkei do Japão encerrou com alguns pontos de alta depois de sete dias seguidos no vermelho, com leve alta de 0,04 por cento.

Dados fracos da confiança do empresário divulgados na terça-feira deram mais evidências de que os efeitos da crise da dívida da zona do euro estão se espalhando até mesmo para as economias mais fortes do bloco.

Os credores internacionais da Grécia deram ao país na segunda-feira mais tempo para arrumar seu orçamento, embora não tenham feito o desembolso da parcela que a Grécia esperava usar para refinanciar 5 bilhões de euros de sua dívida na sexta-feira.

O índice de Seul encerrou em alta de 0,23 por cento, o mercado avançou 1,20 por cento em Hong Kong e a bolsa de Taiwan subiu 0,33 por cento. O índice referencial de Xangai ganhou 0,37 por cento, Cingapura retrocedeu 0,98 por cento, enquanto Sydney fechou com valorização de 0,20 por cento.

(Reportagem de Alex Richardson; reportagem adicional de Hideyuki Sano e Ayai Tomisawa em Tóquio e Manash Goswami em Cingapura)