Ação da Eletrobras fecha no menor nível em mais de sete anos

sexta-feira, 16 de novembro de 2012 18:43 BRST
 

Por Danielle Assalve

SÃO PAULO, 16 Nov (Reuters) - As ações preferenciais da Eletrobras amargaram sua pior queda diária em quatro anos nesta sexta-feira, com investidores temendo os impactos negativos que uma possível renovação antecipada de concessões elétricas terá sobre os resultados e dividendos da estatal federal.

O papel perdeu 11,5 por cento nesta sexta-feira, a 11,60 reais. Foi a maior queda diária de fechamento desde 12 de novembro de 2008, para a menor cotação desde setembro de 2005. Na mínima da sessão, a ação preferencial --que é a mais negociada-- chegou a cair 14,5 por cento, a 11,21 reais.

Na quinta-feira, quando o mercado acionário brasileiro ficou fechado por feriado nacional, os recibos de ações (ADRs) da Eletrobras negociados nos Estados Unidos registraram queda de 5,9 por cento.

A Eletrobras divulgou na noite de quarta-feira um lucro líquido 36 por cento menor no terceiro trimestre, ante igual período de 2011. Mas o que preocupou mesmo investidores foram os números que a estatal mostrou sobre o impacto das renovações de concessões nos moldes estabelecidos pelo governo.

"Esqueça os resultados do terceiro trimestre, as renovações de concessões são o que importam", escreveram analistas do Bank of America Merrill Lynch em relatório.

A renovação das concessões implicará baixa contábil superior a 15 bilhões de reais e perda de receita de 9,6 bilhões de reais por ano ante o patamar atual, segundo cálculos da própria Eletrobras no demonstrativo de resultado.

Apesar do impactos negativo, é forte no mercado a percepção de que a companhia aceitará as condições impostas pelo governo --seu principal acionista-- para renovar suas concessões que vencem entre 2015 e 2017.

"Um conflito de interesse entre buscar os melhores interesses da Eletrobras e reduzir as tarifas para consumidores finais está na mão do governo brasileiro, responsável tanto por determinar as condições de renovação e por aceitar os termos como acionista controlador da Eletrobras", disse o BofA Merrill Lynch em relatório.   Continuação...