Mercado reduz projeção de inflação e de crescimento do PIB

segunda-feira, 19 de novembro de 2012 09:09 BRST
 

SÃO PAULO, 19 Nov (Reuters) - O mercado reduziu ligeiramente suas perspectivas sobre o crescimento econômico e inflação neste ano, mas manteve a avaliação de que a Selic ficará na atual mínima histórica de 7,25 por cento até o fim de 2013.

Segundo pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, os analistas consultados diminuíram suas contas sobre a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano --a 1,52 por cento, ante 1,54 por cento do levantamento anterior-- e em 2013, passando a 3,96 por cento, frente a 4 por cento antes.

A projeção tem como pano de fundo as incertezas quanto à recuperação da atividade no final deste ano. A indústria, cuja produção recuou 1 por cento em setembro, continua sob os holofotes e mantém o tom de cautela entre analistas, mas as vendas no varejo também pesavam, após terem avançado apenas 0,3 por cento em setembro.

Na semana passada, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou que a economia acelerou o ritmo ao avançar 1,15 por cento no terceiro trimestre ante o período anterior, mas a queda mensal de 0,52 por cento em setembro ainda deixava evidente a fraqueza da atividade.

Para a produção industrial, os analistas consultados no Focus veem agora uma contração de 2,39 por cento em 2012, ante queda de 2,32 por cento na semana anterior. Para 2013, no entanto, a perspectiva de expansão foi elevada a 4,15 por cento, ante 4,10 por cento anteriormente.

Mesmo com as avaliações um pouco mais pessimistas sobre a economia, o mercado manteve a perspectiva de que a Selic encerrará 2013 na atual mínima histórica de 7,25 por cento ao ano.

INFLAÇÃO

Sobre a inflação, os analistas reduziram ligeiramente as previsões para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final de 2012 a 5,45 por cento, ante 5,46 por cento anteriormente.

O mesmo movimento ocorreu sobre 2013. Os analistas cortaram um pouco suas estimativas para o indicador, a 5,39 por cento, ante 5,40 por cento antes. De qualquer forma, ambas leituras permanecem longe do centro da meta do governo, de 4,5 por cento.   Continuação...