Moody's rebaixa rating soberano da França para AA1

segunda-feira, 19 de novembro de 2012 21:53 BRST
 

NOVA YORK, 19 Nov (Reuters) - A Moody's rebaixou nesta segunda-feira o rating soberano da França em um grau, para "AA1", ante a nota máxima "AAA", afirmou a agência de classificação de risco, citando perspectivas fiscais incertas do país como resultado da "piora das projeções econômicas".

A Moody's afirmou ainda que mantém a perspectiva negativa sobre o país devido a desafios estruturais e a uma "perda sustentada de competitividade".

A Standard & Poor's classifica a França com rating "AA+" e perspectiva negativa, após o rebaixamento em um grau em janeiro, ante "AAA". A Fitch mantém a França com rating "AAA", também com perspectiva negativa.

A perda da classificação máxima por parte de duas agências representa um problema para a França, já que fundos de investimentos muitas vezes exigem que seus melhores ativos tenham um mínimo de duas classificações máximas para que sigam em suas carteiras.

Em segundo lugar, os custos dos empréstimos podem subir para a França, uma vez que agora é considerada com um risco creditício mais forte que anteriormente, embora a classificação ainda seja muito alta.

O ministro das Finanças francês, Pierre Moscovici, disse que o rebaixamento é uma motivação para buscar reformas estruturais e acrescentou que o país permanece comprometido em atingir uma meta de cortar seu déficit público para 3 por cento da produção no ano que vem.

Moscovici afirmou que o rebaixamento de um grau era um reflexo da gestão econômica do país dos últimos anos e garantiu que a dívida soberana francesa continuava entre as mais líquidas da zona do euro.

"Não estou surpreso (com o rebaixamento) por duas razões. As agências de classificação tentam se superar rebaixando todos e, segundo, simplesmente porque a França está pagando o preço por não se comprometer com reformas", disse o presidente da Merk Investments, Axel Merk, em Palo Alto, nos Estados Unidos.

"A pergunta é se é um chamado para despertar, ou não, e não acho isso. Os franceses são muito orgulhosos. Algumas métricas na França se deterioraram um pouco, mas não o suficiente para os políticos teimosos mudarem o curso", acrescentou Merk.

(Reportagem de Daniel Bases e de David Gaffen)