21 de Novembro de 2012 / às 19:24 / 5 anos atrás

Moody's confirma rating "BAA2" e perspectiva positiva do Brasil

Foto do prédio em que é localizada a sede da Moody's, o 7 World Trade Center, em Nova York, nos EUA. A agência de classificação de risco confirmou o rating do Brasil em Baa2 e manteve a perspectiva positiva para a nota, ao mesmo tempo que indicou que uma elevação virá apenas quando o Brasil tiver um crescimento econômico menos volátil e mais robusto. 7/05/2012 REUTERS/Jessica Rinaldi

Por Frederico Rosas

SÃO PAULO, 21 Nov (Reuters) - A agência de classificação de risco Moody’s confirmou nesta quarta-feira o rating do Brasil em “Baa2” e manteve a perspectiva positiva para a nota, mas indicou que uma elevação virá apenas quando o Brasil tiver um crescimento econômico menos volátil e mais robusto.

A agência indicou que um “upgrade” depende também da confirmação de que o superávit primário é suficiente para reduzir a relação dívida/Produto Interno Bruto (PIB).

“Se faltarem as condições (citadas), isso serviria como um indicador de que a perspectiva deverá ser colocada em estável”, disse a agência em comunicado.

Ao manter a perspectiva positiva do país, a indicação é de que uma elevação na classificação pode ocorrer dentro dos próximos 12 a 18 meses. O rating do Brasil está em “Baa2” desde junho do ano passado.

Em entrevista à Reuters por telefone, o analista sênior de crédito da agência Mauro Leos classificou a decisão como “pouco habitual”.

“Se você olhar a maioria dos casos, a decisão é elevar (o rating) quando você mantém um país em perspectiva positiva por 18 meses, mas não houve consenso suficiente” para isso, completou. “Ainda assim, a manutenção da perspectiva positiva é a decisão mais reveladora, fala mais sobre a confiança”, acrescentou.

Sobre o crescimento econômico, a agência de classificação de risco destacou, no comunicado, o baixo desempenho em 2011 e 2012 e a ausência de indicação de que a expansão estaria em linha com a expectativa de 4 por cento antecipada por analistas.

“Enquanto a evolução recente da economia é, em parte, um reflexo de elementos cíclicos, há também fatores fundamentais em jogo, incluindo o crescimento da produtividade fabril, um desenvolvimento que --se não corrigido-- pode afetar negativamente o potencial de crescimento e a competitividade do país nos próximos anos.”

“Como saberemos se o crescimento vai se mover em até 4 por cento, como em anos anteriores?”, emendou Leos. “Há elementos nesse novo ciclo (de crescimento) que poderiam jogar a favor e contra o Brasil. Nós precisamos avaliá-los”, acrescentou.

Ao comentar o informe da Moody‘s, o coordenador-geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Otavio de Medeiros, afirmou que a manutenção da perspectiva para o Brasil é positiva diante da crise internacional.

“A manutenção por parte da Moody’s pode ser vista como positiva em um cenário de incerteza internacional”, avaliou.

Do lado positivo, a Moody’s ressaltou nesta quarta-feira a redução da taxa básica de juros do país que, ao diminuir os gastos com o serviço da dívida, deve gerar espaço fiscal adicional nas contas do governo. A Selic está hoje na mínima histórica de 7,25 por cento ao ano.

“Uma redução substancial da Selic a níveis de um dígito combinada com sinais de que as condições macroeconômicas poderão contribuir para um ambiente de taxas de juros mais baixas no futuro representam acontecimentos positivos de crédito.”

Reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal, em São Paulo, e Tiago Pariz, em Brasília

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