Dólar em alta eleva rentabilidade do setor de commodities--AEB

quinta-feira, 22 de novembro de 2012 18:33 BRST
 

Por Fabíola Gomes

SÃO PAULO, 22 Nov (Reuters) - Com o dólar em alta, o setor de commodities no Brasil deve ver melhora da rentabilidade, muito mais do que um ganho de competitividade, uma vez que já vem trabalhando com preços altos no mercado internacional, avaliou presidente de associação que reúne exportadores.

"O dólar subindo não tem nenhum impacto hoje, porque a cotação das commodities hoje está tão elevada que a taxa de câmbio é apenas um fator de rentabilidade...", disse José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Na avaliação de Castro, qualquer que seja a taxa de câmbio, as vendas externas de commodities manterão seu ritmo.

"A elevação da taxa de câmbio apenas aumenta a rentabilidade da empresa exportadora ou produtora, mas isso não vai gerar mais exportações", disse.

No caso das commodities, o preço fixado em dólar pelos mercados internacionais está muito acima do custo de produção no Brasil, e elas já têm competitividade, destacou Castro.

O dólar atingiu o maior valor em três anos e meio na última sexta-feira, superando 2,08 reais, e vem oscilando acima desse valor. Nesta quinta-feira, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,16 por cento, a 2,0985 reais na venda.

Ele admitiu, no entanto, que a taxa atual é mais favorável para o setor que a vista há pouco mais de um ano. "A taxa (do dólar) de 2,10 reais é uma taxa melhor do que 1,56 real que estava um tempo atrás, mas ela não é uma taxa que torna o produto mais competitivo por si só".

Ele pondera que a taxa ideal varia de acordo com a empresa ou setor, mas considera que um dólar em torno de 2,40 reais, por exemplo, tornaria 90 por cento das exportações brasileiras competitivas.   Continuação...