UE tenta solucionar impasses sobre questão orçamentária

quinta-feira, 22 de novembro de 2012 19:48 BRST
 

Por Jan Strupczewski e Peter Griffiths

BRUXELAS, 22 Nov (Reuters) - Os negociadores da União Europeia estão perto de garantir o apoio britânico e alemão para um acordo sobre o orçamento de quase 1 trilhão de euros para os próximos sete anos, mas podem ser necessárias concessões de última hora para assegurar o apoio da França, Polônia e outros estados do Sul da Europa.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, que está presidindo a reunião de cúpula de líderes da UE, tem que ganhar o apoio de Londres e dos paises do norte europeu, furiosos com o aumento proposto nos gastos do bloco continental para o período 2014-20, e fazer cortes profundos no plano.

Mas ao fazê-lo corre o risco alienar países como a França, interessada em proteger os subsídios agrícolas que recebe do orçamento, e aqueles na Europa do Leste, que recebem fundos orçamentários para ajudar a impulsionar suas economias. Espanha e Itália podem também se alinhar à França nas negociações.

"É evidente que, em um momento em que tomamos decisões difíceis sobre gastos públicos domésticos, seria muito errado, é muito errado, haver propostas de gasto adicional na UE", disse o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

As negociações, que podem durar dois ou três dias, prometem ser muito disputadas e até amargas, especialmente se o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e o presidente francês, François Hollande, reacenderem a velha animosidade franco-britânica sobre gastos.

Um fracasso em chegar a um acordo agravaria a impressão de que os líderes da UE são incapazes de tomar medidas decisivas quando necessário, após intermináveis ​​rodadas de discussões para resolver a crise da dívida da zona do euro.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou que os países do leste europeu se uniram à França e a outros contribuintes orçamentários para proteger os fundos agrícolas, incluindo Itália e Espanha, a fim de forçar Van Rompuy a deixar de lado alguns de seus cortes propostos.

"O apoio de países contribuintes líquidos é fundamental. A posição da Polônia é difícil porque nós somos tomadores de recursos, não contribuintes, e os argumentos daqueles que dão dinheiro são habitualmente mais fortes", afirmou a jornalistas na cúpula.   Continuação...