Arrecadação cai 3,27% em outubro e Receita reduz previsão para ano

sexta-feira, 23 de novembro de 2012 17:52 BRST
 

BRASÍLIA, 23 Nov (Reuters) - A arrecadação federal recuou pelo quinto mês consecutivo em outubro na comparação anual, por conta das desonerações promovidas pelo governo e o baixo crescimento econômico, levando o governo a reduzir a previsão de receita para o ano.

Em outubro, a arrecadação com impostos e contribuições federais somou 90,516 bilhões de reais, queda real de 3,27 por cento em relação a outubro de 2011, informou a Receita Federal nesta sexta-feira. Em setembro, a arrecadação havia ficado em 78,215 bilhões de reais.

O resultado de outubro venho em linha com as estimativas de especialistas consultados pela Reuters, que previam uma arrecadação de 91 bilhões de reais, mas frustrou a expectativa do governo que esperava crescimento da arrecadação na comparação anual.

No acumulado de 2012, a arrecadação soma 842,307 bilhões de reais, com expansão real de apenas 0,70 por cento em relação ao mesmo período de 2011. Devido ao fraco desempenho, a Receita Federal reduziu para 1 por cento a previsão de crescimento da arrecadação em 2012, ante a projeção anterior de 1,5 por cento.

A secretária-adjunta da Receita Federal, Zayda Manatta, observou que a previsão de alta de 1 por cento no ano se confirmará somente se a economia registrar crescimento de 2 por cento em 2012. Se a expansão for menor, o aumento na arrecadação deverá ser ainda mais modesto.

"Não houve mudança significativa dos parâmetros (macroeconômicos) e isso aponta para esse patamar de crescimento", disse ela em referência ao quarto Relatório Bimestral de Avaliação das Receitas e Depesas do governo apresentado pelo governo na última terça-feira.

No relatório, o Ministério da Fazenda mantém a projeção de crescimento da economia de 2 por cento, mas o Banco Central estima uma expansão mais modesta de 1,6 por cento, conforme consta no Relatório Trimestral de Inflação de setembro. Já o mercado estima crescimento de 1,52 por cento, de acordo com o mais recente relatório Focus do Banco Central.

"A recuperação não aconteceu ainda e tempos dois meses para isso", disse a secretária.

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