Governo definirá quem ganha e perde na bolsa em 2013, diz Itaú

segunda-feira, 26 de novembro de 2012 19:49 BRST
 

Por Aluísio Alves e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO, 26 Nov (Reuters) - Ações de empresas menos vulneráveis à regulação do governo devem ter um desempenho superior na bolsa em 2013, ao contrário de prestadoras de serviços públicos e de empresas do governo, prevê a área de gestão de recursos do Itaú.

Ações de empresas industriais ou ligadas a consumo tendem a se beneficiar do impacto da redução de juros e de impostos para avivar a economia doméstica, disse o diretor-executivo da Itaú Asset, Gustavo Murgel.

Em contraste, papéis de setores em que a atuação o governo é vista como menos benigna devem ter performance mais fraca, segundo o diretor de gestão de recursos, Paulo Corchaki. Os lucros de empresas dos setores de energia elétrica, financeiro e de telecomunicações devem ser mais fracos do que em outros países emergentes, disseram.

"Essa sensação (de intervencionismo estatal) está no preço... e deve continuar no preço no ano que vem", disse Corchaki nesta segunda-feira.

No acumulado do ano até esta segunda-feira, o índice da Bovespa para o setor de consumo tem valorização de 35,6 por cento, a reboque de medidas governamentais como redução dos juros, de impostos e da maior oferta de crédito.

Em contrapartida, o índice do setor elétrico teve queda de 17,9 por cento, influenciado pelas pesadas perdas das ações de empresas do setor após o governo ter proposto a detentoras de concessões vincendas entre 2015 e 2017 a renovação antecipada, desde que estas aceitem receber indenizações menores e cobrar tarifas inferiores a partir do ano que vem.

O índice de prestadoras de serviços públicos tem desvalorização de 10 por cento neste ano.

"Eu não diria que a intervenção do governo é exagerada, mas nossos clientes querem entender até onde isso pode ir", disse Murgel.   Continuação...