26 de Novembro de 2012 / às 21:53 / em 5 anos

Fibria está mais otimista com 2013; prevê investir até R$1,25bi

SÃO PAULO, 26 Nov (Reuters) - A Fibria, maior fabricante de celulose branqueada de eucalipto do mundo, está mais otimista com o cenário para o setor em 2013, e vê aumento na demanda de países importadores como China e Estados Unidos, segundo o diretor de finanças e relações com investidores, Guilherme Cavalcanti.

“Estamos mais otimistas para o ano que vem. O ambiente está favorável para isso. A demanda da China e dos Estados Unidos pode surpreender”, afirmou ele à Reuters, em uma entrevista por telefone de Nova York, onde a empresa realizou um evento para analistas e investidores nesta segunda-feira.

O executivo disse que os recentes anúncios de fechamentos de capacidade, como o da Jari Papel e Celulose, do Grupo Orsa, contribuem para o ambiente mais favorável e devem compensar parte do aumento da oferta com o início das operações de novas fábricas, como a da Eldorado em dezembro, no Mato Grosso do Sul, e da Suzano no fim do próximo ano, no Maranhão.

“Com a demanda crescente, a gente acha que, no ano que vem, não vai ter problemas (com aumento da capacidade).”

TRÊS LAGOAS

Apesar de estar mais otimista com o próximo ano, Cavalcanti afirmou que a empresa continua esperando uma melhora no cenário econômico para dar continuidade aos seus planos de uma nova unidade em Três Lagoas (MS).

“O projeto continua à espera. A gente gostaria de ter uma visibilidade maior para poder ir em frente com esse projeto”.

A empresa já havia declarado, em agosto deste ano, que não levaria a proposta de uma nova unidade ao seu Conselho de Administração, por não acreditar que o atual cenário econômico seja favorável para esse investimento.

RESULTADOS

De acordo com Cavalcanti, a Fibria planeja investir entre 1,2 bilhão e 1,25 bilhão de reais no próximo ano, e este valor será destinado principalmente à manutenção de florestas.

“A geração de caixa da companhia é suficiente para cobrir esse investimento, pagar juros”, disse.

Sobre o endividamento da empresa, que no terceiro trimestre ficou em 4,5 vezes a dívida líquida X Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), Cavalcanti evitou dar estimativas.

“A ideia para o ano que vem é continuar gerando caixa para reduzir ainda mais o endividamento”, disse.

No período de julho a setembro deste ano, a empresa teve seu quinto prejuízo trimestral consecutivo, de 212 milhões de reais, que o executivo atribuiu a efeitos “não caixa”.

“A questão do lucro no trimestre não me preocupa muito, porque se eu não voltar ao lucro vai ser por efeitos não caixa, principalmente pela desvalorização do câmbio, que tem efeito na minha dívida, que é em dólar”, afirmou.

“Na verdade, uma desvalorização do real aumenta minha geração de caixa em dólares, porque eu sou exportador, e aumenta minha capacidade de pagar essa dívida.”

Por Roberta Vilas Boas

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