Grécia contrata Deutsche e Morgan Stanley para conduzir recompra--fonte

quarta-feira, 28 de novembro de 2012 11:16 BRST
 

ATENAS, 28 Nov (Reuters) - A Grécia contratou o Deutsche Bank e o Morgan Stanley para conduzir uma recompra voluntária de sua dívida, afirmou à Reuters uma autoridade sênior do Ministério das Finanças em condição de anonimato.

Analistas do setor privado, desde então, levantaram questões sobre se a medida atrairia interesse suficiente dos detentores de bônus para realizar a economia prometida e como ela seria financiada.

"Neste momento, nós pretendemos que a recompra seja voluntária", disse a autoridade. "Nós esperamos que no começo da semana que vem, se possível na segunda-feira, a Agência Pública de Administração de Dívida publique o convite para a recompra", acrescentou ele.

Os ministros das Finanças do Eurogroup e o Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a um acordo no começo desta semana para conduzir a recompra até meados de dezembro, como parte das medidas para tornar a dívida grega sustentável.

Uma proposta é emprestar à Grécia cerca de 10 bilhões de euros do fundo de resgate da zona do euro EFSF, o que permitiria ao país comprar cerca de 30 bilhões em dívida, cortando suas dívidas pendentes em cerca de 20 bilhões de euros.

Autoridades disseram que a recompra tem um custo-alvo de cerca de 0,35 euro.

A Grécia ainda não determinou em qual preço oferecerá a recompra da dívida dos detentores privados, disse a autoridade.

A recompra por 0,35 euros é vista como uma grande oportunidade de investimento para fundos de hedge que compraram títulos gregos a preços extremamente baixos.

Preocupações de que a recompra será imposta aos bancos gregos puxaram uma queda em suas ações desde terça-feira, quando o plano foi anunciado.

(Reportagem de Lefteris Papadimas)

 
Premiê grego, Antonis Samaras (E), e o ministro das Finanças, Yannis Stournaras, deixam a sede do Conselho da UE durante cúpula dos líderes do bloco em Bruxelas, Bélgica. A Grécia contratou o Deutsche Bank e o Morgan Stanley para conduzir uma recompra voluntária de sua dívida, afirmou à Reuters uma autoridade sênior do Ministério das Finanças em condição de anonimato. 22/11/2012 REUTERS/Yves Herman