SindusCon alerta para atraso em contratações do Minha Casa, Minha Vida

quarta-feira, 28 de novembro de 2012 16:21 BRST
 

SÃO PAULO, 28 Nov (Reuters) - Assim como na primeira etapa do "Minha Casa, Minha Vida", as contratações de moradias para a população que ganha até três salários mínimos na segunda fase do programa habitacional do governo está aquém do previsto, alertou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

"Até outubro, 28 por cento das contratações em todo o país foram na faixa 1 (do programa), quando deveria ser 50 por cento", disse Sergio Watanabe a jornalistas nesta quarta-feira.

A segunda fase do programa, anunciada em meados de junho de 2011, prevê 2,4 milhões de moradias contratadas até 2014, sendo metade doe volume para a população que ganha até 1.600 reais --a chamada faixa 1.

Segundo Watanabe, até outubro, foram contratadas cerca de 1 milhão de unidades no âmbito da segunda fase do programa, sendo menos de um terço voltado à primeira faixa de renda.

"Os grandes centros urbanos não têm conseguido viabilizar unidades na faixa 1", disse ele. "Essa faixa hoje vem sendo viabilizada nas pequenas cidades e regiões periféricas... mas o maior problema de déficit está nas grandes cidades e o maior déficit do país é em São Paulo."

De acordo com Watanabe, apesar de o governo ter elevado no fim de agosto o valor máximo para as contratações na faixa 1 do programa em cerca de 15,6 por cento, para 76 mil reais, a construção de moradias nas principais capitais ainda é inviável.

"O programa está patinando nas capitais... São Paulo não conseguiu cumprir a meta da faixa 1 na primeira fase (do programa) e não vai conseguir na segunda, mesmo com o ajuste de preços", afirmou.

A presidente Dilma Rousseff deve apresentar um balanço do Minha Casa, Minha Vida em 4 de dezembro, segundo o SindusCon.

(Por Vivian Pereira)